17 de novembro de 2011

Red Alert


Não está cientificamente comprovado, mas estou convicto que sou campeão nacional, em 3 épocas consecutivas, dos sonhos mais esquisitos. Sei que, por esta altura, estão a rever o vosso portfolio de sonhos só para me contradizer, mas duvido que o consigam fazer. Sonhos marados é mesmo comigo. Aqui vai um fresquinho, produzido nesta última noite, que por sinal, nem está sequer no Top 10 dos sonhos mais marados. Alerto ainda assim que este sonho tem cenas de violência, passiveis de ferir as susceptibilidades dos caros leitores.

Não me perguntem nem como nem porquê, mas vejo-me metido no meio de uma alhada. Apercebo-me disso, tal é o grau de gente que me tenta alcançar. Há um grupo de tipos que me persegue avidamente e à frente do qual corro, mas nunca o suficiente para que o despiste. De cada vez que encontro um esconderijo que considero seguro, sou rapidamente interceptado.

Presumo que, às páginas tantas, acabo mesmo por ludibriar os meliantes, já que saem de cena. O júbilo é no entanto fugaz, tal como a sensação de segurança. Não há maus a correr, mas há aviões. Sim, aviões! E por mais estranho que possa parecer, estes conseguem manter contacto visual constante comigo, mesmo que esteja metido dentro de um qualquer buraco. E disparam sem dó nem piedade! É uma mescla de barulhos, explosões e coisas a partir. Não vejo saída aparente de um cenário tão catastrófico.

Como acontece em tantas outras ocasiões, acabo salvo pelo simples facto de acordar a tempo. Desta vez foi mesmo por pouco, mas fico algo abalado. O que terei eu feito de tão grave, que levasse a uma acção tão radical contra a minha pessoa? Naquele momento não encontrava qualquer explicação nem qualquer paralelismo de psicologia barata de interpretação de sonhos.

Duas ou três horas mais tarde percebi. Eu não estava a viver algo que me tivesse acontecido, mas sim algo que estaria para acontecer.

O que me estava a ser dito era que lixado, lixado, não é matar uma velha algures num canto qualquer deste mundo, mas sim fugir ao fisco. Outra vez se prova que mais facilmente se escapa de um crime qualquer, do que se escapa às finanças, esses MIB implacáveis!

Até podes matar os teus pais, desde que seja no Brasil. Não há problema. O Estado Português, dá-te a devida cobertura e amparo, agora que és órfão. Mas se te metes com o fisco não tens a mínima hipótese.

E lá está! Eu de facto não matei ninguém (ainda), mas paguei o selo do carro fora de tempo em 2008.

Que se cuidem todos os restantes quatrocentos e tal mil que tiveram, como eu, o desplante de desafiar o Tesouro Público! Abriguem-se e preparem-se para o pior!


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