30 de junho de 2014

Tire partido do seu Facebook

O assunto não é Bloggeriano e sim Facebookiano, mas até que me dá um bom motivo para debitar por aqui uma boa dose de letras. Por isso apertem os cintos de segurança e deixem-se levar por mim nesta viagem.

Caros amigos, eu compreendo que sendo eu um gajo descomprometido e sem apetite especial por mudar essa situação, nutram por mim um certo sentimento de paternalismo e que tentem fazer de tudo para que essa condição se altere. Como não sou gajo de ficar indiferente aos que me querem bem, resolvi dar-vos uma quantas dicas que facilitem a vossa vida no futuro e se aproximem mais daquilo que possam ser as minhas eventuais necessidades.

Dito isto, passemos à questão prática: Sempre que queiram ver-me alegre e a dar mais do que 2 linhas de conversa a alguém criem um perfil de Facebook que me atraia verdadeiramente. Eu percebo a ideia de colocarem umas fotos de uma rapariga com um certo de ar de estar a jogar na minha liga (isto se acharem que eu tenho apetites por mulheres ligeiramente anafadas), mas que ainda assim pode ter um ar apetecível. Mas desencorajo-os desde já. Se querem prender a minha atenção terão de ser um pouco mais rigorosos com os padrões e com determinados detalhes.

Façam assim:

  • Nunca criem um perfil e no minuto a seguir façam um pedido de amizade. Fica algo suspeito, portanto esperem o tempo suficiente para que tenha credibilidade;
  • Carreguem conteúdo credível ou que o aparente ser. Quatro fotos e nenhuma informação não se enquadra no que acabei de referir;
  • Também não metam logo conversa "à bruta" com um tipo vinda assim do éter. Um rapaz com dois dedos de testa despista-vos em três tempos apenas com frases de menos de seis palavras;
  • E por fim o mais importante: ao menos que encarnem um personagem que seja atractivo. Não se aceita menos que uma Irina. A pessoa continua a saber que é da treta, mas pelo menos distrai-se.


Espero com isto ter contribuído para que no futuro façam de mim um homem feliz. Ah outra dica: façam-me rir que eu gosto.

24 de junho de 2014

Hoje é o teu dia




Há dezassete anos era um chavalo de vinte e quatro. Tinha pouca barba, mas ainda assim era munido de algum pelo na venta. O meu projecto de vida começara há cerca de um ano quando achara que já era um homem capaz de sustentar uma família. Até lá, andara a perder tempo na escola e a gorar as expectativas que uns pais esperançados e esperançosos haviam depositado em mim. Se isto é verdade, também o é o facto de nunca lhes ter dado grandes motivos para alarme. Resumindo, quis passar pela escola ao sprint para depois me fazer à estrada.

Não vos quero fazer um resumo da minha vida. A intenção era situar-vos no tempo em relação ao verdadeiro motivo pelo qual hoje os incomodo. Há dezassete anos atrás, este que aqui vos fala, via nascer Camila de seu nome próprio, que em boa hora fora escolhido por sua mãe. Daí para a frente nunca mais fui o mesmo. E se de tenra idade nos vimos metidos numa ponte aérea entre Lisboa e Oslo, não foram nem nunca serão os 3500 kms que nos separam que me farão gostar menos da minha filha querida, que para mim nunca deixará de ser bebé. Agarro-me aos intervalos de tempo em que essa distância encurta e a eles me seguro e recarrego as baterias.


Parabéns Camila. Que tenhas um dia feliz.

15 de junho de 2014

É uma questão de fazer as contas



(A expressão que dá título à entrada é da autoria deste senhor, que anda lá fora a lutar pela vida)



Começo a ficar cansado de ter de pedir desculpa cada vez que aqui venho, mas quando é legítimo é legítimo e ponto final. Por conseguinte começo por aí e fica já o caso arrumado:

Peço desculpa pela minha falta de assiduidade, mas _______________________________ (e aqui colocam o que acharem mais conveniente).

Aproveitei para fazer uma pequena pausa na minha luta diária, porque me apetece desabafar convosco, fiéis seguidores.
Que não é fácil agradar a todos já não é novo e nem adianta querer tirar algo mais disso, mas que também não é fácil fazer perceber o quão difícil certas coisas são de fazer também é verdade.
Por alguns momentos imaginem e reflictam sobre a seguinte situação:

Executam um trabalho pelo qual recebem uma determinada soma previamente acordada. Com o decorrer do tempo as coisas vão fluindo, mas como o trabalho se adensa, vocês chegam à conclusão que aquilo a que se propuseram não é exequível por uma série de parâmetros que (ainda) não interessa determinar por esta altura. Mesmo assim seguem com a tarefa e tentam que fique o melhor possível, porque têm brio no que fazem. Agora vem a pergunta do milhão de dólares:

Não ficam frustrados e até com um pouco de mau perder quando aquilo que fizeram não é reconhecido como sendo válido?

Aquele rapaz lá do fundo está a dizer que se acordei uma coisa e dei outra tenho que sofrer as consequências. Tem razão sim senhor. E como eu procuro ser sensato vou aceitá-las, venham elas de onde vierem e de que forma possam tomar.

Mas a minha sensatez também me leva a contrapor e sou forçado a defender a honra como nos tempos antigos:
- Ó jovem! E se eu te disser que esse trabalho me rende um valor por cabeça compreendido entre os 20 e os 30 ganços???
Ao que o jovem responde:
- Azarito. O que está combinado está combinado. Deverias ter pensado melhor nisso.

O gajo apanhou-me outra vez, pá! Quem é que o chamou para me ouvir em desabafos?
Volto à carga e respondo assim:
- Certo. Mas então vamos lá por a coisa em pé (calma que não é nada disso) e imaginemos o seguinte cenário: vocês aceitariam trabalhar por, digamos 3€ à hora?... Aaaahh, todos estão a de acordo que não! Então adiante… Ainda assim imaginem que eu, como sou um bacano, apenas levo pelo meu trabalho esses 3 euros por hora. O trabalho de que vos falei atrás demora em média entre captação de imagem e edição da mesma entre 8 a 9 horas (podendo ser até mais extenso, dependendo muito do que há para editar). Nele terei de incluir despesas de deslocação, como combustível e desgaste da minha viatura. Terei igualmente de meter no bolo material de suporte físico (DVD, labels, capas) e electricidade.

Sei que não conseguem quantificar em valores determinadas variantes, mas outras sim e por agora já podem fazer uma soma. Agora multipliquem essa soma por 12 (o número de trabalhos executados) e vejam o resultado final.

Ainda se lembram quanto é que vos disse que cobrei por cabeça?...

Até um dia destes, caros amigos. Obrigado por me deixarem ter este desabafo.