21 de dezembro de 2015

Geringonças




Estes espanhóis...

Então não querem lá ver que o partido que ganhou as eleições na Espanha pode não conseguir constituir governo? Ele há com cada uma...

11 de dezembro de 2015

Hoje é um dia estranho




O meu filho resolveu deixar o futebol e sei que vai-me fazer mais falta a mim do que a ele. Na verdade não vai ser do futebol que sentirei falta. Nunca quis que isso fosse a prioridade dele, mas que fosse um complemento desportivo e até social na sua vida. A ilusão de uma reforma dourada às custas da bola, por via do meu filho, nunca esteve nos meus horizontes.

Mas vou sentir muitas saudades do convívio que mantinha há 7 anos com a grande maioria das pessoas, miúdos e graúdos. Aos primeiros vi-os crescer e até ganhar pelos na cara. Aos segundos... Bom a esses vi-os perder pelos na cabeça. Uns foram outros vieram, mas sempre se viveu um espirito saudável e de comunhão entre as partes. Poucas chatices e muitas boas histórias foram vividas.

Não vou transformar este apontamento em algo de muito emocional. Era fácil ir por aí, tantas são as experiências que me emocionam neste percurso. Prefiro tão somente tornar o relato em algo mais factual, como uma nota de rodapé para um período no tempo.

Nem sei se isto é definitivo ou efêmero. Pode muito bem ser um pousio. Na dúvida guardo o clichê "pode não ser um adeus, mas um até já", para usar em outra ocasião.

A tristeza que me causa esta decisão é infinitamente superada pela alegria que sinto por ver que nas grandes decisões, aquelas que moldam o nosso futuro, as coisas se encaminham de uma forma surpreendentemente positiva. Prefiro orgulhar-me das notas escolares que chorar a falta dos pontapés na bola.

Deixo aqui um "cheirinho" de como tudo começou.



5 de dezembro de 2015

A minha árvore de natal faz-me crescer



Bonito e inspirador, eu sei. É mesmo daquelas frases que assenta bem numa citação de rede social. Contudo pode acontecer que vá dececionar as pessoas com o que vem a seguir, mas tenho de ser sincero com elas. Não estou a tentar fazer filosofia de bolso. A minha árvore de natal faz-me realmente crescer!

Eu explico-vos rapidamente para que possam ir ao Facebook bloquear-me logo após. Eu detesto fazer a árvore de natal. Isto tinha de ser tornado público. Detesto ter de desemaranhar todos aqueles pequenos pseudo-ramos. Detesto pendurar bolinhas. Detesto pendurar sininhos. Detesto passar horas a querer equilibrar uma porra de uma estrela que nunca colabora comigo, mas sim com as leis da física. Detesto isso tudo, mas até gosto de colocar as luzes. Isso é giro. Luzes a piscar e tal. Por mim arranjava sempre alguém que fizesse tudo o resto, ficando eu com a componente cénica da iluminação. Eu até gosto de ter uma árvore de natal. Não gosto é de passar por todo este processo.

Mas também não é por isto que a minha árvore me faz crescer. Estavam de novo a pensar que, no fundo, eu ia retirar um ensinamento moral do que acabei de dizer, não é? Nada disso. Sempre considerei que a que tive durante anos era muito pequena e com poucos pseudo-ramos. Tomei a decisão de adquirir uma maior. Não muito maior já que a casa é pequena e eu ainda queria ter espaço para conseguir sair à rua. Optei por uma de um metro e oitenta (1.80m). Pareceu-me a medida certa. Ligeiramente mais alta que eu e que o meu puto, certamente dará alguma dimensão de grandeza. Iniciei todos aqueles passos que mencionei detestar. Exceto o das luzes. Não sei se vos disse, mas desse até gosto. Finda a montagem reparo que estou uns 20 cms mais alto que a árvore que, segundo a caixa, tem 1.80m. Facilmente concluí que eu mesmo tinha dado um pulo extraordinário.


Este ano não me chateei assim tanto com a minha árvore de natal. Fez-me crescer e muito!