27 de janeiro de 2012

É oficial

... E como tal de ora em diante o slogan associado a esta tasca passa a ser:

Queres feriado?...

23 de janeiro de 2012

No comments

O canal de televisão Euronews tem uma rubrica com o nome que dá título a esta entrada. A mesma mostra, por via da imagem e sem palavras, situações insólitas ou de tal forma marcantes que não precisam, por si só, de qualquer outro tipo de explicação. Hoje no meu local de trabalho, alguém com quem me cruzo diariamente, disse algo que me parece digno de ser associado a uma expressão do género "no comments". Salvando as devidas proporções e importância, tenho reunido nos últimos tempos material deste tipo suficiente para fazer uma enciclopédia. Começando em ministros e acabando em Presidentes as frases "no comments" são como ervas daninhas.
A tal de hoje, não tendo sido proferida por ninguém com uma cargo ou com uma posição ao nível dos mencionados acima, produziu em mim sensações tais que não posso deixar de a passar à letra. Ei-la:


"Vocês têm é inveja do Sporting!"


Any comments?

20 de janeiro de 2012

Ajudar não custa

O ócio do qual sofro, tem sido devastador para as páginas deste blogue. Tenho andado cá com uma vontade de não ter vontade nenhuma, que nem vos passa pela cabeça. Eu sei que tem acontecido muita coisa digna de um bitaite, mas um gajo também deve ter o direito a não dizer nada, não é?

Contudo hoje todo o pais se vê confrontado com um acontecimento ao qual ninguém pode passar indiferente. Nem mesmo este espaço. Quando se trata de ajudar quem precisa, cada um de nós deve chegar-se à frente, sem esperar nada em troca. Dar a quem precisa é dos gestos que mais engrandece a condição humana. E em tempos de crise, mais sai reforçada esta evidência.


Ficamos a saber isto:

Foto: www.dn.pt

Vamos contribuir, por favor! Hoje é ele. Amanhã podemos ser nós.

11 de janeiro de 2012

Desafio


Se me derem licença hoje gostaria de ser um pouco mais reflectivo. Prometo não repetir a maldade muitas vezes.

Por estes dias fui sujeito a um desafio: mudar diametralmente a minha vida. Podia dizer que este desafio me teria sido colocado por terceira pessoa, mas prefiro afirmar que sou eu mesmo a desafiar-me. Uma paragem para pensar um pouco sobre quem sou e tenho sido, levou-me a ver coisas das quais não gosto mesmo nada. Se por um lado tenho a plena certeza que sou, por exemplo, um pai altamente presente essa presença deixa também pouca margem de progressão a quem depende dela depende. Mais que isso, absorve-me de tal maneira que não me sobra tempo para mim próprio. Uns dirão que é bom, outros o contrário. Parte do desafio reside em encontrar por aí um meio-termo.

Fui também confrontado e até acusado de viver pouco. Vivo entre a casa e o trabalho e estou amarrado a esta rotina, há tempo tal que já nem sei como era a vida antes. De facto concordo que determinadas limitações não podem obstruir aquilo que é básico na vida que é… viver! A expressão “sair do sofá” vai ter que ganhar forma e aqui está o meu segundo desafio.

Uma outra particularidade que me foi mostrada é a de ter poucos amigos e de ser muito fechado na minha redoma. Bom, acho que os dois motivos anteriores ajudam a explicar um pouco isto. Contudo aqui eu mesmo me auto defendo com o argumento de que também não é bem assim. De facto compreendo que não se fazem amizades com muita facilidade. Pelo menos eu não. Mas os amigos que tenho são dos bons e de longa data. Outro argumento que refuta a ideia de que não convivo com pessoas sai já a seguir. Das poucas coisas que ainda faço e faço com devota paixão, é jogar Futsal com vários amigos. Atendendo ao facto de que são, no mínimo, dez elementos e que eu jogo com pelo menos dois grupos distintos, chegamos à conclusão que me cruzo e convivo com um grupo razoável de pessoas. Quem conhece estas dinâmicas sabe bem que isso significa uma ou outra cerveja pós jogo e uma ou outra conversa jogada fora.

Ainda assim o meu terceiro desafio passa mesmo por retomar as boas e velhas conversas, os bons e velhos copos, com os bons e velhos amigos.

Como o que não nos mata, torna-nos mais fortes, também me parece bem admitir que no meio de algumas contrariedades que a vida me tem dado nos últimos tempos, já estou em pleno processo de reabilitação no que diz respeito ao quarto e último desafio. Sempre me foi muito difícil ter conversas mais íntimas ou pessoais com membros da minha família. Em tempos amparava-me nos amigos de que já vos falei. Depois achei que não teriam que levar com as minhas histórias, esquecendo que os amigos também servem para isso. Hoje está a fazer-me um bem danado poder encontrar conforto nos que me são alguma coisa. Parabéns a mim!

Já vai longo e por aqui me fico nesta espécie de manifesto de Ano Novo que o não é.

A conversa a que vos habituei segue dentro de momentos.

9 de janeiro de 2012

Like


Há muito que constato algo sobre o qual já era para ter falado, mas nunca calhou. Hoje é o dia. A comunidade Facebookiana tem particularidades que são só possíveis naquele suporte e naqueles moldes. Antes de vos explicar sobre o que estou a dizer, afirmo que fundamento a minha teoria numa base altamente rudimentar e sem qualquer sustentação científica. É apenas a minha opinião a sair a público.

Todos nós temos amigos vários no Facebook. Uns mais chegados outros nem tanto e outros há ainda que caem lá de pára-quedas. Se tiverem algum cuidado de análise e alguém muito ou pouco conhecido publicamente, chegarão ao mesmo resultado que eu. Uma pessoa que esteja mais exposta enquanto personalidade (um futebolista, um actor, um jornalista, etc), e que seja muito activo nessa rede social, tem uma probabilidade enorme de com uma entrada estilo “Olá bom dia. Acordei cá com uma vontade de mijar!”, receber milhões de likes e triliões de comentários sobre aquele acto tão simples de ter a bexiga, naturalmente, cheia. Até por aqui se nota a estratificação que a sociedade faz de si mesma. Em contraponto se um tipo como eu disser “Olá amigos, hoje é um dia triste. O Gasóleo voltou a aumentar e em 5 cêntimos”, corro o risco de que esta minha preocupação social passe completamente despercebida, por mais premente que ela possa ser.

Agora lanço alguma controvérsia e algum contra censo àquilo que acabo de relatar. Se não vejam: reparem também numa outra moda que agarra likes e comentários, como moscas em papel autocolante. As frases feitas. Quem não partilhou uma frase feita no seu mural que atire a primeira calhoada! Eu fiz o teste e comprovei a minha tese. Não digo que choveram polegares levantados, mas caíram por lá uns quantos. Não interessa saber pensar por si. Basta partilhar uma frase de alguém e passa-se de anónimo a popular em dois tempos.

Para aqueles que estão já a querer tirar de esforço, acalmem-se. Não estou a criticar nem coisa que o valha. É apenas uma constatação. Como disse também o fiz. Não tenho hábito de o fazer e sou um péssimo utilizador do Facebook.

Agora cheguem-se lá para trás e deixem-me passar.

7 de janeiro de 2012

A ternura dos (quase) quarenta

As coisas e os factos que experimentei enquanto chavalo novo não passam hoje de lembranças. Olha que grande descoberta, não é? As coisas de que falo e que catalogo de lembranças nem sequer existem na cabeça da maioria das pessoas que, por exemplo, comigo trabalham dada a faixa etária destes ser ainda abaixo ou muito perto dos trinta. Bastam dez anos de diferença para que as memórias de uns se afastem bastante das de outros.

Hoje existem fenómenos como o do Tony Carreira. Sim. Forço-me a reconhecer o homem como pertencendo à classe dos fenómenos. Só um fenómeno é que consegue agarrar em versos que outros já haviam explorado e, cantando pouco melhor que uma sirene dos bombeiros, vender discos como quem vende gelados no verão. Mas dizia que hoje existem os Tony Carreiras. No meu tempo haviam outros. O pessoal da minha idade não me deixará sozinho na recordação de vozes da música popular como as de Marco Paulo, da Cândida Branca Flor, do Carlos Paião... podia encher um parágrafo inteiro com nomes de cantores da música ligeira que, pasme-se, até sabiam cantar e bem! Naquela altura um gajo na adolescência não se sentia envergonhado a ouvir música ligeira, cantada em português. Isto era antes do conceito pimba se ter enraizado.

Por estes dias tenho-me lembrado muito de um a quem nem achava grande piada. O tipo tinha assim uma voz meio nasalada e cantava umas coisas demasiado rebuscadas para a minha cabeça ainda jovem e cravejada de acne. Anos mais tarde passei a perceber que nem cantava mal e que as letras tinham um conteúdo intelectual aceitável e forte valor de conteúdos. Até então sempre pensara em Badajoz como uma terra onde os portugueses iam comprar caramelos. Grande viagem aos confins da Espanha por causa de caramelos que se colavam aos dentes! Graças ao cantor, fiquei a saber que afinal ficava bem à vista de Elvas, portanto logo ali ao lado da Lusitânia.

É o Paco Bandeira sim senhor! Um presunto ali para a senha 36. Uns reconhecê-lo-ão como um fabuloso cancenotista. Outros hão-de sempre recordá-lo como um grande pugilista!

2 de janeiro de 2012

Mensagem de Ano Novo


Então um Bom Ano Novo para todos!

Começamos por aqui e matamos logo o primeiro coelho. Hoje não pretendo gastar o vosso tempo com aqueles votos que vocês já receberam de toda a gente e de todas as vossas instituições mais chegadas. Primeiro porque o vosso estomago já não aguenta mais provocações e depois porque não me apetece mesmo.

Eu venho aqui porque me apetece partilhar a minha primeira percepção daquilo que é e vai ser este novo ano (e segundo alguns o último). E este é o segundo coelho. A cada viragem do ano há repetições cíclicas, umas agradáveis, outras nem tanto. No rol das primeiras falo das festas de reveillon, da mentalização de que para o ano é q vai ser e por aí. Nas segundas tenho que incluir o aproveitamento para se aumentar sempre tudo aquilo a que não podemos fugir e os discursos de Ano Novo do Presidente da Região Autónoma de Portugal.

Calma que não quero perder tempo a falar sobre o que (não) disse aquele comedor de bolo-rei. Mas há algo que me inquieta bastante sobre os tais aumentos. Inquieta-me de tal forma que não sei se é algo que me dê para rir ou para chorar. Passo a explicar: antigamente, no dia 31 de Dezembro, o pessoal fazia fila junto às bombas de gasolina para aproveitar os preços do ano velho, lembram-se disso? Pois bem isso foi banalizado desde há uns dois anos a esta parte tal a efemeridade dos preços. Mas este 31 de Dezembro de 2011 trouxe-nos um novo movimento de massas. Já não se fez fila para a gasolina, já não se quis aproveitar preços antigos para bens como o pão, o leite e outros bens essenciais, mas fizeram-se filas nos hospitais para evitar a nova taxa de luxo moderadora!

Senhoras e senhores, eis o ano de 2012!