15 de dezembro de 2009

continuação

Ainda sobre a temática da entrada imediatamente anterior a esta (sobre produtividade), há uma outra coisa que não consigo deixar passar em claro: os Net Spotters. Para quem não sabe, os Net Spotters são aqueles rapazes que durante o horário de serviço são compelidos a ver tudo o que é site. Bem, se esta não é a denominação dos tipos, passa a ser. Ao fim e ao cabo, este grupo de elite especializado em tudo o que é motor de busca, não anda muito longe daqueles de que vos falei na reflexão anterior. Digamos que uma coisa complementa a outra. Se inicialmente generalizei a questão, agora passo ao particular.

Estes senhores de alto rendimento cibernautico, são dotados de capacidades ilimitadas no domínio da mui nobre arte da pesquisa de coisas que nem ao diabo lembrariam. Mas a sua principal, e mais fascinante, característica é o enorme poder de dissimulação que possuem. Cientes de que ainda há entidades patronais que, inexplicavelmente, não reconhecem a sua mais valia, estes sujeitos são dotados de sentidos apuradíssimos que, ao menor alerta de perigo, dão a volta por cima e, num ápice, lá estão de novo com uma desinteressante aplicaçãozita de gestão de contratos no TFT, sem levantar a menor suspeita para as suas actividades eruditas.

O toque de requinte em toda esta mise-en-scène, dá-se ainda assim pela eloquência da sua oralidade. Ora, não confinados aos seus recursos cénicos de dissimulação, ainda atiram para o ar, a quem quer que passe, piropos linguísticos do estilo: "Rica vida a tua, hein?", o sempre eficaz "Não se faz nada?..." ou a cereja no topo do bolo "Há gajos com muita sorte!"

E assim se fala em bom português.

13 de dezembro de 2009

Produtividade

Uma das coisas que mexe com a minha cabeça é aquela velha história de que o português é um indivíduo com falta de produtividade. Ora isso para mim é uma falsa questão. Para aqueles que me estão desde já a chamar tudo menos pai, aqui fica o fundamento da minha afirmação: se somos um povo improdutivo como é que explicam que um tipo que entra às 09:00, despacha o serviço todo que lhe está incumbido das 9 às 10 e até às 6 da tarde ainda tem que arranjar tempo para pôr os mails em dia?! Como é que explicam isto? Falta de produtividade uma ova! Isto é trabalho de um Super-Homem! O trabalho todo de um dia em uma hora!

No tempo que lhe sobra (e convenhamos que não é muito), um tipo tem que... vejam bem: responder a todos aqueles mails das correntes da amizade, mandar o powerpoint da Playmate de Dezembro de 2008 para todos os 2315 gajos mais chegados da sua lista de distribuição, ler A Bola online, o Record e O Jogo, ir ao chat Quentes e Boas dar dois dedos de conversa com o Fuckingmachine317, consultar sites de entretenimento tais como playmates.com, hard.on.com, shemales.to.go (para a malta mais indecisa), ver 20 sites diferentes de carros... uff... e tudo isto em apenas 7 horas!!!

Falta de produtividade têm aqueles que entram às 9:00, mas chegam às 8:00 para actualizar o que ficou pendente do dia anterior e depois saem às 20:00 (obviamente porque não se empenharam o suficiente para acabar a tempo e horas), quando deveriam sair às 18:00! Este é o típico funcionário que não consegue dar vazão ao expediente!
É por causa de gajos como estes que o país não vai para a frente!

10 de dezembro de 2009

Já começavam a deixar os vossos comentários por aqui, não?...
Ou será preciso bater em alguém?
 
Áiiii...
 
 

O vintém e o cretino


Olá a todos! Está tudo a respirar em condições?... Porreiro.

Eu tenho andado aqui a conter-me e a estar sossegadito no meu canto, para não ser acusado de usar a piada de mau gosto como recurso. Tem sido uma angústia que nem vos conto! Finalmente o Criador fez-me um jeitito e lá resolveu devolver ao mundo dos vivos o Divino Senhor da Palavra, o Professor M*nuel M*chado. Esse mesmo! Professor, seja bem vindo!

Parece que está, aos poucos, a ficar pronto para as curvas, e que já fala como se não houvesse amanhã. Aquilo é ver o pessoal clínico todo com o dicionário de Português - M*nuel M*chadês debaixo do braço para que nada fique mal entendido e/ou explicado.

Todos nós conhecemos a elasticidade lexical do senhor em questão e de como um simples "bom dia" se pode transformar num ensaio linguístico. É, digamos,a Edite Estrela da Liga Sagres.
Deve ser um mimo ouvi-lo debitar tácticas.

            "Num intidxi, professô!"

Está montado o cenário para o que vos quero transmitir de seguida.

Ajudem-me se forem capazes:

·    Um cretino será aquele gajo que tem vinténs suficientes para fazer uma lipoaspiraçãozita a correr e depois sair de fininho, como se nada fosse, e achar que está tudo em ordem e nem precisa de recuperar devidamente;

·     Um cretino será um tipo que sai de uma cama de hospital, directamente para outra, porque não quer dar cavaco a quem lhe paga os vinténs;

·     Ou um cretino será simplesmente um cretino?

Ái que dor de cabeça me causam estas questões metafísicas!

Deixem-se ficar por aqui que eu tenho que ir tomar uma Aspirina. Adeus!

9 de dezembro de 2009

Dúvida

Estou aqui cá com uma destas dúvidas... Aquele matacão que o Essportingue foi buscar chama-se Caicedo ou Saicedo?... Respostas a este blogue, por favor.

3 de dezembro de 2009

Hipo quê?...

Olhó's gajos!!!! Então pessoal! Está tudo bom?... Óptimo, porque também não quero saber nada disso.
Hoje trás-me até vós um tema que me apoquenta desde o tempo em que as unhas me cresciam mais depressa do que a barba. Vou pois fazê-lo quase como uma técnica de terapêutica e ao mesmo tempo de exorcismo dos meus traumas e medos. Portanto sentem-se na vossa cadeira de Dr. Phil porque se vai iniciar uma sessão.

Eu sempre fui meio hipocondríaco. Só pelo pronunciar da palavra sinto-me logo febril. Por isso daqui para a frente não me levem a mal se não voltar a usá-la. Tudo o que é doença me assusta o suficiente para criar de imediato uma qualquer reacção alérgica.
Não sou nenhum Malato que acha que tem tudo e mais alguma coisa e daí eu ter começado por dizer que era apenas "meio".

Mas convenhamos no seguinte: esta coisa toda criada à volta da Gripe A não vos anda a irritar um bocadinho?... A mim anda. Não há porra de dia que não tenha uma manchete de jornal, de rádio, de telejornal! É demais, caramba! Graças a Deus que a Manela já não está no Jornal Nacional (fechem os olhos e oiçam-na mentalmente a dizer "Jornal Nacional"). É que já estou mesmo a ver o jornal de sexta à noite a abrir com algo do género "Gripe A: Epidemia ou manobra de Socrates para desviar as atenções do caso Freeport?"

Ora se um gajo como eu, com a mania que apanha tudo o que é maleita, não anda a falar de gripes como se não houvesse amanhã, é porque se calhar isto começa a passar das marcas.
O que eu acho, isso sim, é que o coitadito do H1N1, seja lá qual for o seu aspecto, anda a servir de desculpa para que muita gente de bem, o use para o mal e para tudo o que não se enquadre na vulgar justificação lógica e racional.

"Eh pá eu até te ajudava aí em baixo, mas esta Gripe A apanhou-me o lado esquerdo todinho e nem me consigo agachar"

"Hoje não vai dar para ir trabalhar porque apanhei Gripe A com uma prima minha que dorme sempre toda nua e só tem um braço de um lado"

"Quem o Zé? O Zé morreu?... Atropelado?... Xiii. Não fosse aquela porcaria da Gripe A e ainda hoje estaria aqui nas moelas com a gente."

Gastava mil posts com as desculpas que já ouvi atribuídas à coisa. Mas acho que já apanharam a ideia do porquê da minha irritação. É a prespectiva de um gajo semi-hipocondríaco (está aqui a dar-me uma dor numa perna, que nem vos conto), que está completamentente imune sem sequer ter sido vacinado.
Graças a vocês estou curado e nem paguei taxa moderadora!

Deixo-vos duas pequenas notas de rodapé:
1º - Todos nós (pelo menos os que nasceram saudáveis), temos apenas um braço num dos lados. O outro está na extremidade oposta do tronco, ok?...
2º - Desconfiem sempre dos tipos que vêm com um sorriso de orelha a orelha depois de um exame à prostata.

Errata nº24185841/2009

O útlimo post que aqui deixei sob o título de Pensamento em Altitude, já foi escrito há muitos anos, precisamente dentro de um avião. Originalmente nem tinha qualquer título. Estava guardado no meu dos meus papeis à espera de um espaço e de um tempo para ver a luz do dia (é bonito, não é?).

Esta errata ao texto tem muito que ver com as mudanças no nosso mundo desde então. Parecem passados uns 20 anos, mas na realidade passaram apenas 4 ou 5, mas muito mudou. Não me vou alongar sobre a explicação, para dar espaço ao essencial da minha nota rectificativa.

Assim sendo, onde se lê "Aqui há de tudo como num avião", deve ler-se "Aqui há de tudo como numa repartição pública". A explicação segue abaixo.
O tempo das vacas magras acabou e as mordomias nas alturas acabaram... Acabar, não acabaram. Mas agora pagam-se. Assim como no Estado.

- Posso servir-lhe um sumo?
- Muito obrigado! É muito gentil!
- Sou, não sou?... E o sumo são 10€, por favor...

... em paralelo com o:

- De-me por favor o impresso 524, para pagar a Contribuição Autárquica, por favor.
- Com certeza. São 50 cêntimos.

E mais não digo...

25 de novembro de 2009

Pensamento em altitude

Eu sou um tipo fascinado pelo mundo da aviação. Por tudo o que voa, desde os pardais de telhado, passando pelos aviões a jacto, os de hélice, acabando nos de papel... higiénico. Sou tão fanático que em plena auto-estrada quase paro o carro quando passa um desses passarinhos sobre mim!
Mas há de facto situações que me acontecem só a mim, de cada vez que preciso de viajar: se o detector de metais apita... sou eu (que culpa tenho eu de ter chumbo nos dentes?... Ou de ter uma placa metálica no cérebro?...); Se há um voo atrasado 6 horas... é o meu; se está uma mala extraviada algures na Tanzânia quando deveria estar em Lisboa... é a minha; se há uma senhora forte, daquelas que ocupa todos os três lugares A, B e C, da fila 7... o meu lugar é o da janela (SOCORROOOOO! Porque será que está um gajo na placa lá fora a apontar na minha direcção e a rir-se com os colega? Será por eu ter ambas as orelhas coladas ao mesmo vidro?...).
Contudo há depois outros imponderados que são comuns a todos os voos: Já repararam que, sempre que são servidas as refeições, é quando a turbulência se intensifica? Não há volta a dar! Assim que vamos pôr o Bordeaux à boca (sim porque só nos aviões é que a malta bebe Bordeaux, porque em casa o que se bebe mesmo é das garrafas de cinco estrelas), lá vem um solavanco e lá ganhamos uma medalha nova na roupinha de Domingo! Porreiro. Eu até acho que as hospedeiras deveriam agir assim:
“Senhores passageiros, dentro de momentos iremos servir um pequeno lanche pelo que já sabem que devem por os vossos babettes e rezar para que o passageiro ao vosso lado não seja nervoso em alturas de turbulência. Boa sorte e obrigado”.
Isto leva-me a conjecturar algumas teorias: será possível que isso aconteça sempre assim, acidentalmente?... Sinceramente não me parece. Leva-me a crer que a coisa se passa de forma planeada. “E por quem?”, perguntam os mais curiosos. Pelos pilotos, claro. “Porquê?”... Vocês estão a ver o que é um daqueles voos de 10 horas, super chatos, em que não se passa nada? Já pensaram bem sobre o que é passar esse tempo todo a olhar para uma porrada de botões e mostradores e em piloto automático? Acham que os tipos estão lá os dois fechados, dentro do cockpit, a jogar à sardinha? Naaahh!... A fazer apostas! Ah pois é! Apostas sobre quantos gajos é que vão ficar todos cagados durante a refeição!
E depois lá vêm as indicações:
“Boa tarde, senhores passageiros, fala-vos o vosso comandante. Estamos a voar a uma altitude de 20000 pés (será que os contaram?), a temperatura exterior é de menos 50º Celsius (Ainda bem que as janelas não abrem!). Estamos a entrar numa zona de turbulência pelo que recomendamos que permaneçam nos vossos lugares (onde é que posso ir com um tabuleiro ao colo?), e com os cintos de segurança apertados. Muito obrigado pela vossa preferência e apreciem a vossa refeição.” E depois em off: “... que a malta aqui vai rir à brava com as acrobacias aéreas.”
E depois lá começam eles naquela maluqueira: Vruuumm para a direita, vruuumm para a esquerda, e para cima, e para baixo, agora um looping!!! Yu-uuh!! Às tantas o pessoal anda todo misturado uns com os outros. “Desculpe se a minha couve foi cair logo em cima da sua careca”...


Mas o avião é também uma coisa extraordinária. Não só porque encurta as distâncias, mas pelo serviço que se presta a bordo. O pessoal é sempre de uma simpatia e de uma prestabilidade a toda a prova: Chá ou Café?... Tinto ou Branco?... Carne ou Peixe?... Mastigado ou por mastigar?... Excelente!
E há de tudo dentro de um avião. 20 qualidades de refrigerantes, desde a vulgar cola, passando no sumo de laranja e acabando no de nêspera, 500 marcas de cerveja, 1500 tipos de refeições para todos os gostos, porradas de utilidades tais como pastilhas, canetas, blocos de notas, cobertores, almofadas, tabaco, perfumes, bombas-relógio... eu sei lá que mais!
É caso para dizer: “Aqui há de tudo como num avião!” A frase soa a familiar, não é? Mas se compararmos o avião com o bem progenitor da máxima, a Farmácia, o avião dá-lhe de 10-0, como se diz no Brasil. Melhor será dizer: “Nesta Farmácia há de tudo como num avião!”
Mas até isso é mentira. Chegue à farmácia e experimente pedir um Whisky... no avião pode. Aproveite e peça um volume de Marlboro’s... no avião pode. Agora seja mais específico e peça uma Aspirina, na farmácia... no avião também pode! Isto só me leva a alvitrar que, todos nós devíamos ter um avião no nosso quarteirão, no nosso bairro, se não no nosso quintal.
“Ó Quim Mané, vai ali ao 747 buscar cerveja pr’ó cabrão do teu pai, que no supermercado já não há.”

Já dá para comentar!!!

A ignorância é uma seca...

21 de novembro de 2009

Isto de escrever para que todos os outros leiam e não ser pago tem que se lhe diga. E só o descobri precisamente porque comecei a fazê-lo eu mesmo e vejo que toda a blogosfera fala disso. Se não toda, pelo menos grande parte dela.

Antes do meu baptismo fiz pesquisas de vária ordem para ver até que ponto estava a tomar a atitude certa. Consultei inúmeros colegas bloguistas, vi sei lá quantas páginas e toda a gente fala em fazer dinheiro, sem levantar o real traseiro da frente do computador. O que retiro dessa procura é: "Quanto é que esperas ganhar com o teu blogue?" e não "O que pretendes dizer no teu blogue?". Curioso, não é?

Honestamente a minha ideia sobre dinheiro fácil está algo longe de coincidir com a primeira das conclusões. Não é que duvide no sucesso da difusão da mensagem no espaço virtual. Tenho a consciência de que cada vez mais é esse o caminho. Mas daí até a pensar em largar o trabalhito e viver disso, longa vai a distância!

... E a quantidade de gurus que existem na praça? Experimentem pesquisar no Google, por exemplo, "dinheiro online". No meu caso e para ser completamente fiel ao resultado obtido foram 3.250.000 em 0,16 segundos. Três milhões, duzentos e cinquenta mil resultados, para os que, como eu, são maus a contar. É obra! Agora experimentem "Dinheiro fácil". A fasquia sobe para os 3.300.000.

Ora se eu sobre dinheiro online nada percebo, já sobre dinheiro fácil gostaria de deixar aqui alguns ensinamentos que a vida me foi dando. Ajeitem-se nas cadeiras, por favor, porque estão a breves palavras da fronteira para a prosperidade.
Dica nº1:

Assalte um banco... mas com estilo. Nunca o faça pela porta da frente. É arriscado e pior está desde que a Polícia começou a disparar sobre quem tenta esta técnica. Além do mais o seu seguro por certo se desmarcará no caso de dar para o torto.

 


Experimente da seguinte forma: Comece por baixo, como caixa, por exemplo. Junte-se às pessoas certas e nos momentos certos. Mais cedo do que pensa essas pessoas estarão a ocupar cargos importantes na estrutura do país. Daqui a ter um lugar de administrador é um pulinho.
Resulta sempre e é perfeitamente legitimo.
Dica nº2:

Arranje um saco e candidate-se a uma autarquia pequena. Repito que devagar se vai ao longe e com os toques certos depressa estará numa das grandes. Não importa a cor do saco, desde que seja fundo. Não caia no erro de repetir modus operandis dos outros. Encha esse saco com tudo o que vier à rede e ofereça-o a um familiar seu low profile que viva fora do país. Rejeite os que forem taxistas. Como disse Copycats acabam por ser apanhados.

Dica nº3:

Venda fruta. A entrada no ramo da frutaria dá-se pela via do dirigismo desportivo. Arranje uma gravata de cores vivas e deixe crescer o bigode. Sem isso nada feito. Crie laços com os senhores do apito. São os melhores clientes de fruta que vai pode ter. Preferem as exóticas, vindas do Brasil ou, por contra ponto, a de leste. Como complemento ao negócio poderá querer pensar, mais tarde, numa leitaria. O café com leite vai bem com a fruta.

 


Pensem nisto.

20 de novembro de 2009

É hoje!

... e já bem tarde, por sinal. Para outros se calhar bem cedo, já que nasce um novo dia. Estão abertas as hostilidades e o mundo como o conhecemos acabou. Começa a minha era na blogosfera e quem me conhece sabe muito bem as consequências deste acto.
Aqui virei deixar, assim me permitam os senhores que controlam a coisa ("boa noite a todos"), tudo o que me apetecer verborreizar.

Aos corajosos que por aqui passarem vão ler, ver e ouvir coisas que mexem com as suas mais profundas convicções. Para vos dar uma pequena ideia do que isto significa, digo-vos desde já, e em jeito de provocação à reflexão do leitor, que se calhar Jesus não será apenas nome de treinador de futebol. Há outros por aí, garanto-vos.

Se calhar para introdução já chega. O melhor é voltarem por aqui amanhã.