31 de dezembro de 2012

Contagem final

Esta posta será a última do ano de 2012. Aquele que supostamente seria o último, segundo uns, e o começo, segundo outros. Quem não se lembra de ouvir o ministro Álvaro dizer que seria o início do fim da crise? Pois bem. Como será o último vai ter que ser uma posta fininha para que não vos empanturre para o ano que está a chegar.

Não me apetece fazer retrospectivas daquilo que foi para mim 2012. Quero sim mudar de opinião em relação ao que espero de 2013. Há dias achava que o ano que vem seria (será), um ano terrivel por factores de vária ordem. E será mesmo. Mas na parte que me toca espero que seja o começo do novo Manel. Estou a contar com isso e empenhado nisso. Posso mesmo dizer que já hoje (literalmente), estou a rectificar coisas. Assim me ajude um Deus qualquer que possa por aí estar disponível para um ateu como eu.

Meus amigos, a todos um bom ano!

29 de dezembro de 2012

Uma história



Quem gosta de ler uma boa história ponha o dedo no ar! Calma pessoal! Cuidado com as cotoveladas! OK. Agora quem gosta de histórias com finais felizes, ponha o dedo no ar! Fogo! Não fazia ideia que tinha uma legião de malta tão certinha! À pala destas duas questões gastei a minha cota de pontos de exclamação num só parágrafo! A história que vos quero contar não sei se é dessas de finais felizes. Mas é garantidamente uma das boas. Cheguem-se aqui ao quente…

Conheci um gajo que tinha a mania que era alguém em níveis demasiado perto do perigoso. Esse meu conhecido ficou assim depois de ter levado uma pancada mesmo nos cornos. Daí para a frente, o nível de mania que era alguém disparou de tal maneira, que se esqueceu de quem era na realidade. Conhece uma miúda gira. Essa miúda é mesmo muito gira. Mas para lá de ser gira, era igualmente interessante. Caiu-lhe no goto. Aliás, ambos caiem no goto um do outro. Mas como a miúda era mesmo muito gira, esse meu conhecido acabou por rebentar com o nível de quem tem a mania que é alguém. Fez tudo ao contrário do que devia fazer. Descurou as coisas mais básicas que as raparigas giras necessitam. Estava de tal forma inebriado pelo seu estatuto de ser alguém que se esqueceu de que só era alguém porque tinha a tal miúda gira por perto. A miúda, que era mesmo muito gira, fartou-se de estar na sombra de um ego tão alto como o do meu conhecido. Fez-se à estrada e como qualquer miúda gira que se preze foi à procura da felicidade que está guardada para elas. O tipo nem percebeu o que lhe estava a acontecer. Parece que lhe tinha passado um comboio por cima.

Não lhe passou nada por cima, mas algo aconteceu que lhe fez mudar as perspectivas. Voltou a levar uma pancada, desta vez, bem em cheio nos mesmos cornos onde a primeira já havia acertado. Conclusão: Acordou, olhou em volta e não conhecia nada do que por ali estava. Depois de olhar em volta, olhou para si mesmo e assustou-se com os níveis de mania que trazia agarrados a si. Aquele não era certamente ele! Recomeça então a recuperar para uma realidade que não sabia se era a sua ou não. Viu a tal da miúda gira e ficou pasmo com ela! Mas não por ser uma miúda gira. Aliás, o que ele viu foi a mulher mais linda, que alguma vez vira! Que coisa mais estranha esta. Como é que fora possível nunca ter reparado naquela mulher tão bela?

Ficou a saber que, durante a sua amnésia, havia tratado aquela mulher bela por miúda gira. Ficou igualmente a saber que essa mulher estivera sempre perto dele, mas que algo tinha feito com que os seus níveis de mania o fizessem ver uma miúda muito gira. Foi-lhe dito que fizera tudo ao contrário de tal forma que a mulher bela se estava a afastar. E isso fá-lo voltar ao ponto em que um comboio parece estar a passar-lhe por cima.

Não vou contar-vos mais sobre esta história. Esta é daquelas que fica para cada um de vós concluir à sua maneira. Eu, como conheço bem o gajo, já fiz o meu final. Espero que seja esse o vencedor.

Agora vão lá ver o filme da Lassie que este ano ainda não tinha dado.

21 de dezembro de 2012

Alguém?

Com esta coisa toda sobre o fim do mundo até me esqueci daquilo que é realmente importante. Alguém me sabe dizer o resultado do Nuno Santos vs. RTP?

20 de dezembro de 2012

Ele há coisas...


Logo agora que já só tenho um dia pela frente é que me sai o cartão de "ganhou uma vida extra". Ando a ser trapaceado pelos astros, mesmo até ao fim.

18 de dezembro de 2012

Comunicado


Ando em modo Neanderthal. Não me apetece fazer a barba, ando a calçar o 45 só para não partir as unhas e estou a pensar deixar de tomar banho. Estão avisados para os dias que hão-de vir!

Aceito propostas de melhoria.

17 de dezembro de 2012

Hoje n'A Bola


Foto retirada do jornal A Bola
Imagem esclarecedora da notícia, mas com os adjectivos na ordem errada.

Hey Man! (leia-se amen em inglês, sff)

No fim-de-semana passado, por questões de ordem familiar, regressei ao contacto próximo com uma igreja, ou melhor, com uma celebração religiosa vulgarmente chamada de missa. Fi-lo por respeito aos meus familiares, presentes e não presentes, mas rapidamente me apercebi porque é que nunca fui rapaz assíduo neste tipo de actividades. Curiosamente até sou fã de arte sacra e dos próprios edifícios. Gosto de visitar igrejas e templos que tenham valor histórico. Se calhar isso é mais uma explicação a juntar a muitas outras. Hoje em dia as igrejas já não são o que eram. São, em grande maioria, derrames cerebrais de arquitectos aborrecidos com a vida.

Deixando de parte as considerações arquitectónicas, concentremo-nos no que interessa. Ir a uma missa acaba até por ser um bom exercício de observação de massas. Estas questões da espiritualidade permitem um contacto com experiências de cidadania que não são fáceis de encontrar noutro lado. Bom. Ser, até são. Mas ali estão concentrados num único espaço. Passemos então às conclusões deste meu trabalho de campo.

Apercebi-me que esta coisa da beatice é bem mais profissionalizada do que pensava. À conversa com um participante fiquei a saber que estava naquele local, àquela hora, para aquela eucaristia, mas que assim que esta terminasse, partiria para uma próxima, num local diferente. A isto chama-se scouting. O scounting é o termo hoje utilizado para os antigos olheiros no futebol. Ainda nesta área do scouting, eu próprio acabei por chamar a mim esse papel. Quando os primeiros cânticos foram entoados, fechei os olhos e imaginei, por momentos, que era aquele taberneiro gordo dos Ídolos. “O que é que vocês vieram cá fazer? É que vocês não cantam um caracol, pá!”

Chegou a altura de dar alguma atenção ao pároco. E pondo de parte todos os rituais inerentes ao acto (as orações, os dizeres, as acções, etc.), aos quais não reconheço qualquer significado prático, mas tendo a respeitar, gostaria de me concentrar naquela parte do sermão (sei que existe um termo mais correcto e mais nobre, mas não me está a apetecer googlar). E desculpem-me os mais puritanos, mas já ouvi coisas bem mais interessantes ditas pelos bêbados da tasca da minha rua. Aquilo é uma sucessão de Lapalissadas! “Se fores bom, não és mau”; “faz o bem, não faças o mal”; “não desanimes, anima-te”, etc. e tal. Tudo bem que assim seja. Não me chateia nada e, para alguns até pode funcionar como psicólogo à borla. Mas vejo-o dizer aquelas coisas e que Deus é alegria, mas a cada oração e a cada momento de introspecção as caras são de tristeza! Juro que não entendo onde está a dita alegria do Senhor!

Perto do fim, há um momento reservado a oferendas. Acho bem que os paroquianos ajudem a sua paróquia. Aí fiquei a saber que as simulações não são só no futebol. Vi mãos vazias a entrar no cesto das oferendas. Posso garantir que estou a falar verdade. Mas, verdade seja dita, que saíram tão vazias como haviam entrado. Estamos em crise, sem dúvida, mas não acho bonito querer parece-lo quando não se é. Até porque a tal mão seria das que menos problemas com a crise terá, no seio dos que estavam presentes.

Muito mais poderia eu dizer, mas também não tenho intenção de bater no ceguinho. Reafirmo o meu respeito pelos credos de cada um. Até pelo tripaneirismo! Mais digo que até invejo quem tem o seu próprio credo. A fé ajuda a levar as coisas com uma perspectiva de futuro que eu não consigo alcançar.

Não me excomunguem, por favor.

13 de dezembro de 2012

A.M.C.


Fazes-me falta
Fazes-me de tal forma falta que só hoje sei o que é sentir falta
Faltas-me nas mais básicas necessidades
Nos teus sorrisos, nos teus olhos mareados que diziam muito e significavam tudo
Faz-me falta aquele conselho que não queria receber
A história repetida que não queria ouvir
As tuas mãos. Essas fazem-me tanta falta
Eram hábeis as tuas mãos
Esse toque falta-me mesmo que ainda o sinta.
Faltam-me os ramos de eucalipto
Faltam-me as peças de fruta e as buchas
As cócegas são do que mais falta sinto...

E não me falta nada
Porque tenho mais do que alguma vez te dei
Não me falta o aconchego da tua lembrança presente nas coisas
Nem sinto falta do que está comigo e em mim
Ainda agora não me faltas em nada
E não me faltam formas de te agradecer

Só me faltas tu.


12 de dezembro de 2012

Posso reclamar?


Depois do governo de Pyongyang reclamar o seu direito legítimo de lançar mísseis, pasme-se, com fins pacíficos, aguarda-se uma declaração de Damasco a reclamar o direito legítimo de gasear os seus cidadãos com gás Sarin.
Depreendo disto que, para legitimar algo, basta reclamar. E esse é o principal motivo pelo qual déspotas e terroristas que passaram por este mundo foram severamente punidos, até com as próprias vidas. Porque não reclamaram os seus direitos legítimos! Acredito que egos tais como os de Hitler, Saddam, Kadafi, entre outros, eram tão grandes que não achavam necessário reclamar uma intenção formal de fazer algo de maléfico.
Uma vez que não quero correr o risco de ser igualmente chamado à razão, venho aqui publicamente reclamar os seguintes direitos legítimos:
  • O de entrar em casa do meu vizinho sempre que me apetecer e obrigá-lo a mudar para a Sport TV;
  • Na sequência da primeira reclamação, será igualmente obrigado a dar-me jantar e a cerveja que me apetecer beber; 
  • Puder circular no limite de velocidade que me apetecer, sem ser obrigado a parar à voz de comando das autoridades;
  • Apalpar o rabo a todas as mulheres que sejam interessantes, segundo os meus critérios de avaliação.
     
Podia estar o dia todo nisto. O que não me falta são coisas acerca das quais me acho no direito legítimo de reclamar. Como não quero ser exaustivo fico-me por estas. De agora em diante considerem-se avisados sobre aquilo que eu reclamo como sendo os meus direitos mais básicos.
Ah, outra coisa: Reclamo que ninguém terá o direito de reclamar das minhas reclamações.

12/12/12

Não... Nada... Nem um arranhão tenho! Detesto expectativas goradas.

11 de dezembro de 2012

Palavreando

Numa análise muito primária à Tag Cloud deste blogue, chego à conclusão que se fala muito aqui de politica, seguido de perto pelo futebol. Estranhamente uma das tags mais acesas diz "sporting". Igualmente estranho é que a palavra "cerveja" tenha tão pouca relevância no meu discurso.

Mas o que me está verdadeiramente a preocupar é que  "gajas" esteja tão apagada como, por exemplo, "pcp" ou "cavaco". Será que de repente descubro que sou gay? Ou será que sou, para lá disso, um gay capitalista de esquerda?

Se calhar é melhor parar com o cruzamento de informação não vá eu descobrir que sou também sportinguista!



P.S.: Aceito sugestões para por a cena das gajas a mexer... E cerveja.

Ao fundo

Estão danadinhos para me ouvir falar de bola hoje, mas não vai acontecer... por enquanto. Hoje a coisa é mais barcos. Quem acompanhou ontem as notícias terá ouvido que há um barco num porto de Marselha que foi arrestado por dividas do armador. Terão igualmente ouvido o relato que um dos dois portugueses da tripulação (o cozinheiro), fez sobre a sua falta de soluções gastronómicas. Diz o senhor que já não têm muito mais que comer a não ser cavalas.... E carne de porco... E galinhas... E língua. Bom, com isso um bom cozinheiro teria ideias mais atractivas do que simplesmente criticar a sua auto-falta de imaginação. Dizer que "já só" tem estes ingredientes é quase gozar com quem quase nem tem pão. Adiante...



No seguimento desta notícia fiquei igualmente a saber que este não é o único navio de pavilhão português nas mesmas condições. Há ainda mais três ou quatro (não consegui perceber bem), nesta situação, sendo que um deles está na Grécia. Eu não sei se esta ideia de pagar em barcos vem de São Bento. Nem me parece mal. Somos um país de mar pelo que barcos não nos faltam. Diria mais até: E que tal incluir nesse pacote uns submarinos usados, mas que estão como novos? Entregamos já com a revisão feita.

Pensem nisto.

10 de dezembro de 2012

Bom Natal!

Está aí o espírito de Natal a bombar como nunca. Pelo menos para mim é mesmo como nunca, porque nunca eu tinha presenciado uma quadra natalícia tão tímida por via da situação económica. Tímida e tristonha. É assim que o vejo. Curiosamente na empresa onde trabalho este parece ser o Natal do século. Os preparativos desta festa de cariz religioso, são apenas suplantadas em antecedência por aquelas que acontecem no Carnaval, uma celebração com um fundo pagão. Por lá o Natal está a ser preparado desde Agosto e se, no quadro geral, a sociedade anda a procurar gastar o menos possível, no meu local de trabalho contratam-se costureiros para fazer vestidos exclusivos para o muito aguardado jantar.

A malta precisa de se distrair e por isso vou deixar aqui um pequeno apontamento que ajude à festa. Vou publicar um vídeo que fiz, por altura de um jantar de Natal de empresa de há uns anos. A ideia era uma coisa de 30 segundos que mostrasse uma determinada área de negócios e que expressasse os votos de um bom Natal. 

De maneiras que, desejo uma quadra festiva tão boa quanto possível a cada um de vós.


6 de dezembro de 2012

?

Podemos saltar directamente para 2013, sem passar pela casa de partida e sem receber os dois contos?

5 de dezembro de 2012

Keep Calm


Apelo

A quem possa interessar:

Achei um parafuso com cerca de 2 cm de comprimento, com anilha incluída. Tal achado foi feito na zona do Choupal em Alverca do Ribatejo pelo pneu dianteiro direito do meu carro. Tanto o parafuso como a anilha estão em bom estado e não parecem ter sofrido lesões. Já o meu pneu não pode dizer o mesmo. Os interessados em mais informações devem dirigir-se a este espaço.

Obrigado.

4 de dezembro de 2012

SIC Notícias - Edição da Manhã

Sou forçado a voltar ao tema da televisão. Logo depois de ter colocado aqui aquela entrada sobre os home videos iniciei a minha preparação para sair rumo ao meu local de trabalho. Enquanto isso liguei a TV para ver as notícias mais frescas do dia assim como o trânsito. Sintonizo a SIC notícias onde o meu amigo de há muito, João Moleira, conversava com o seu colega Joaquim Franco sobre as escolhas de imprensa deste último.

O que é que me faz falar sobre isso aqui? A primeira das escolhas tinha que ver com questões levantadas por Bento XVI no seu último livro. Segundo diz, não haveriam animais no presépio original ao contrário daquilo que está mundialmente convencionado. Não li o livro nem tenciono fazê-lo. Não sou fã do género. Mas não sou mesquinho ao ponto de não acreditar no que este senhor diz. Todos sabemos que ele é o último contemporâneo vivo do presépio original.

Mas Joaquim Franco focava-se mais na questão de que os nossos vizinhos ibéricos andarem todos malucos com o facto de o Papa afirmar que os Reis Magos seriam provenientes da Andaluzia. Por mim tudo bem que nem sou monárquico. Mas também não me lixem! Segundo se sabe Baltazar era negro. Naqueles tempos, negros na Andaluzia seria tão fácil de encontrar como um branco a bater recordes nos 100 metros. Depois também é sabido que Gaspar é, infelizmente, português e braço direito do Pedro (não o da Heidi, mas o do Zé Povinho). Quanto muito aceito que Belchior fosse o único a falar castelhano. Senhor Papa, faça o favor de não deturpar a história.

A peça esteve largos minutos no ar. Mas o que fixei dela foi isto:



Haverá melhor ligação do que burros, vacas e reis espanhóis numa só imagem?

Não GOSTO DISTO


Ando a gostar à brava da grelha de programas um pouco por todo o universo televisivo. Eu achava que a atrofia era exclusiva de alguns canais, mas o grau de contágio dos vírus cinescópicos é elevado. A falta imaginação, de dinheiro e a pequenez cultural é tão grande que basta ter um computador com internet à mão para se produzir conteúdos capazes de passar em horários nobres. Sim, estou a falar naqueles programas à base de home videos do Youtube e que espalham como metástases por tudo o que é sitio.

Eu nem estou aqui armado em intelectual nem coisa que o valha, até porque também não vejo (via), o Câmara Clara. Devo até dizer que gosto de me rir com esse tipo de vídeos. Não gosto é de andar no meu zapping e não ter nada melhor que escolher, muito menos gosto de não ter opção melhor no canal que ando a sustentar. Até o Canal Q tem o seu! Esperem… A Benfica TV também tem um. E aqui já não bastava ser mau como ainda põem o Axel como anfitrião.

Senhores directores de programas, tenho uma coisa séria para falar convosco: ou aceitam em rever esta situação, ou vou assinar tudo o que é canal premium e mando a conta para os vossos gabinetes, está bem?

3 de dezembro de 2012

Um ano

Não estou em contagem rigorosa, porque o tempo nunca foi para mim uma ciência exacta. Sabes bem que sou péssimo nessa particularidade de marcar as coisas com datas. Curiosamente, na hora zero desta contagem, parece que fiquei mais consciente de que esse facto não é uma característica, mas sim uma lacuna.

As coisas que acontecem em um ano. E logo ali mesmo, no princípio desse ano, o Natal deixou de ter a mesma cor. A passagem do ano também. Mas o tempo não se compadece e vai seguindo. Não pára. E as coisas vão acontecendo como se nada fosse. Vou-te contando em tempo real as que mais marcaram a vida de todos, mas falta sempre algo. A mãe surpreendeu-me. De repente o gelo não estava lá mais e a dor, mais abafada hoje, mas sempre presente, deu lugar a uma necessidade de exteriorizar momentos e memórias.

No tal tempo que não pára houve lugar para uma operação de remoção do apêndice ao João. Fez dele mais homem, porque homem que é homem tem que passar por algumas contrariedades, como tu bem sabes.

O mês de Maio trouxe a celebração da Confirmação da Camila. Sobre isto nunca faláramos antes, porque nem eu alguma vez tivera contacto com essa realidade. Na terra onde vive, a Camila é agora, de acordo com a tradição, uma mulher e não uma menina. E tão bonito como a festa em si, foi o facto de a podermos ter acompanhado dentro, eu o João e a Eva. A minha princesa bem que merecia algo que lhe carregasse as baterias do ânimo. O começo deste ano que falamos foi demasiado amargo para alguém tão novo como ela.

Neste capítulo do carregar as reservas de moral, também o João teve o seu momento. Na bola, aquilo que mais gosta de fazer, passou do completo desânimo, para o renascer da vontade e da alegria. O rapaz é agora guarda-redes, na mesma equipa da qual quis sair por não se sentir importante o suficiente para continuar. Tem uma alma nova.

Sobre mim já sabes tudo. Vamos falando. Sou de poucas mudanças. Em breves dias começará a contagem de mais um ano nosso por cá e teu de olho em nós.

Esta época estou com uma fezada no Benfica!