12 de dezembro de 2012

Posso reclamar?


Depois do governo de Pyongyang reclamar o seu direito legítimo de lançar mísseis, pasme-se, com fins pacíficos, aguarda-se uma declaração de Damasco a reclamar o direito legítimo de gasear os seus cidadãos com gás Sarin.
Depreendo disto que, para legitimar algo, basta reclamar. E esse é o principal motivo pelo qual déspotas e terroristas que passaram por este mundo foram severamente punidos, até com as próprias vidas. Porque não reclamaram os seus direitos legítimos! Acredito que egos tais como os de Hitler, Saddam, Kadafi, entre outros, eram tão grandes que não achavam necessário reclamar uma intenção formal de fazer algo de maléfico.
Uma vez que não quero correr o risco de ser igualmente chamado à razão, venho aqui publicamente reclamar os seguintes direitos legítimos:
  • O de entrar em casa do meu vizinho sempre que me apetecer e obrigá-lo a mudar para a Sport TV;
  • Na sequência da primeira reclamação, será igualmente obrigado a dar-me jantar e a cerveja que me apetecer beber; 
  • Puder circular no limite de velocidade que me apetecer, sem ser obrigado a parar à voz de comando das autoridades;
  • Apalpar o rabo a todas as mulheres que sejam interessantes, segundo os meus critérios de avaliação.
     
Podia estar o dia todo nisto. O que não me falta são coisas acerca das quais me acho no direito legítimo de reclamar. Como não quero ser exaustivo fico-me por estas. De agora em diante considerem-se avisados sobre aquilo que eu reclamo como sendo os meus direitos mais básicos.
Ah, outra coisa: Reclamo que ninguém terá o direito de reclamar das minhas reclamações.

Sem comentários:

Enviar um comentário

A bem da nação, o teu comentário fica a aguardar moderação do Lápis Azul.