28 de dezembro de 2011

Respect!


Fico hoje a saber algo que me surpreende duplamente. Li que no passado Sábado morreu o famoso chimpanzé Cheetah, dos filmes do Tarzan, rodados nos anos trinta do século passado. Surpreende-me que tenha morrido, mas mais me surpreende que ainda fosse vivo. Tinha 80 anos.

Num blogue sério haveria espaço para considerações várias sobre este avô primata. Sim tinha idade para ser avô! Uma das que imediatamente me assola prende-se com o seguinte: como é que nos devemos comportar na presença de um animal de 80 anos de idade? Devemos manter aquela postura patética de quem está a falar com bebés ou com caniches ou, por outro lado, devemos mostrar o respeito que se deve manter na presença dos nossos bisavôs? Nunca tinham pensado nisto, eu sei. Nem eu! À excepção das tartarugas gigantes e do Manoel de Oliveira, nunca eu ouvira falar de um animal que durasse tanto tempo.


Uma coisa é certa: este vai ficar na nossa memória como alguém que nos deu grandes momentos, principalmente nos domingos à tarde, na altura dos dois canais de televisão. Para ele segue a minha respeitosa homenagem e admiração. Já para outros primatas que andam por aí a tentar protagonismo às custas do meu e do vosso dinheiro, deixo uma mensagem de repúdio bem forte e que rapidamente sejam devolvidos ao seu habitat natural.

22 de dezembro de 2011

Dear Jerónimo


O meu caro amigo insiste em querer dar-me razão. E devo dizer-lhe que não fico nada contente em ficar por cima naquilo a que chamo de razão. No mês passado escrevi aqui sobre a minha frustração com esta forma caduca de fazer política por parte da esquerda, como se ainda vivêssemos em plena revolução bolchevique e etc. e tal.

Hoje fico a saber que a bancada parlamentar afecta ao seu partido votou contra o voto de pesar pelo falecimento do malogrado ex-presidente checo, Vaclav Havel. Segundo li, o senhor ter-se-á inclusive ausentado por altura da votação, voltando logo após. Desta vez até as ovelhas negras dos fumadores de brocas aplaudiram de pé, meu caro.

Não estou assim tão familiarizado com a vida e obra deste senhor, mas sei o bastante para perceber que era uma pessoa de valores. Não vou aqui desenrolar a biografia de Vaclav Havel, mas digo que bastava o que fez pela cultura do seu país e pela política desse mesmo país, para que fosse sujeito a uma merecida homenagem.

Claro que o senhor Jerónimo não gostou foi que o senhor Havel fosse um dos responsáveis por dar ao seu povo o direito a ser livre do jugo soviético. Esse sim, o seu grande amor, para não dizer obsessão. Acho mal senhor Jerónimo.

Acho ainda pior que há poucos dias tenha sido o seu partido o único que mostrou pesar pelo desaparecimento do Querido Líder. Não é estranho? Julgo que os seus pais terão tido muito orgulho em si quando viram que o senhor era o único a marchar bem no seu batalhão. Olhe, pelo menos não destoa. Continua no passo certo, caro amigo.

O senhor no tempo em que fazia aquela dança das galinhas tinha muito mais piada. Agora nem para a caça. Perdeu o faro.

Cumprimentos.

Os meus votos

Não percamos tempo e sem qualquer explicação retórica, passemos directamente ao assunto.
Este ano não quero desejar um Natal Feliz aos seguintes elementos:

Pedro Passos Coelhos e restantes troikistas. Estes andam a ver se lixam o meu, portanto...

Jorge Nuno Pinto da Costa. Eu sei que a quadra é de altos valores morais mas aqui é pura inveja da minha parte, por não ter a beleza física deste senhor. Ele é brasileiras, secretárias, escritoras.

Gay e suas gordas amestradas. Perdoem-me, mas esta não vou explicar.

A todos os que não estão incluídos nesta lista desejo um Natal Feliz, rodeados daqueles de quem mais gostam. Desejo ainda que não se deixem inundar pelo pessimismo que paira sobre as nossas cabeças.

Passem muito bem!

20 de dezembro de 2011

The show must go on

Quer se queira ou não, quer se ache muito ou pouco engraçado, a verdade é que os clichés estão presentes em quase todas as circunstâncias da nossa vida. É inevitável. Não há nada que nos aconteça, para a qual não hája uma frase feita que o defina. Aqui fica a minha do momento:

A vida continua.

O do Manel promete voltar a estar ao seu nível de ora em diante. Aqui não há espaço para grandes reflexões, nem introspecções profundas. Aqui brinca-se e ponto.

Até já!

16 de dezembro de 2011

O chefe de família que quis um dia ser padre


Já lá vamos. Essa é uma história que não sendo longa, não é a que mais importa contar. Quero falar-vos de um homem que eu conheço desde que me conheço a mim próprio. O enredo por si mesmo não é dos mais complexos e em pouco ou nada difere do de outros homens que, tal como este, procuraram uma vida melhor fora das suas aldeias do interior.

Década de 60. Deixa-se para trás uma família na esperança de a reagrupar o quanto antes, mas de preferência por terras mais prósperas e com os bolsos mais saudáveis. As terras não goraram as expectativas, já a saúde dos bolsos continuou débil. O homem seguiu o seu percurso. Fez tudo o que lhe era viável fazer para que não deixasse passar mal a tal família de novo unida. Lutou que se fartou. Usou a única arma que tinha ao seu alcance e que era a sua força. Nunca alcançou riqueza material, mas o que foi dando aos seus valia bem mais que ouro. Ninguém regateou nada. Ninguém queria mais que aquilo.

O homem tinha mãos, já vos digo. Trabalhou a terra, trabalhou a madeira, trabalhou o ferro. Foi electricista, canalizador, carpinteiro, pintor, artesão, professor, curandeiro, psicólogo. Passava o texto até ao fim só com a lista daquilo que o homem fez! Bom, e com o que desfez também. Coitados dos rádios a pilhas e dos televisores dissecados na sua marquesa anos afora.

Demasiado novo ainda e já leva a primeira golpada. Cambaleia, mas nem pensar em cair. Siga porque ainda há muito aparelho eléctrico para esventrar. Foi seguindo feliz e nada, mesmo nada, o deitava por terra. Era um autêntico Chalana a fintar uma morte que teimava em querer rasteira-lo de quando em quando. O gajo tinha uma finta tão desconcertante, borrava a pintura toda, precisamente quando comentava as fintas dos Ronaldos e dos Messis. Ou se marca golos ou então não jogam um caracol!

Como em todas as grandes carreiras, a deste homem também terminou. Casa cheia. Troféus imensos. Agora retirou-se. Foi descansar.

Ah pois! A tal história que poderia ter feito do tal chefe de família um promissor padre! Não aconteceu… Mas podia muito bem ter acontecido.

13 de dezembro de 2011

Terça-feira 13

Para todo o supersticioso que se preze, sabe muito bem que a Terça-feira dia 13 faz da Sexta-Feira 13 coisa de meninos. Porquê? Acima de tudo porque pouco ou nada acontece a uma Terça-feira 13. É uma espécie de buraco negro na semana. Então nas semanas em que não há Liga dos Campeões, mais valia também não haver Terça-feira.
Sei que já estão fartos de levar com a palavra feira antecedida pela palavra terça, mas eu não me conformo com as terças, pá! É assim um misto de revolta com aborrecimento. Nos restantes dias da semana a minha vontade de trabalhar é extremamente reduzida, mas à terça é ainda mais! Dá-me azar trabalhar numa Terça-feira 13.
Nestes dias até a crise se esconde para que ninguém se lembre dela. Não o digo apenas porque me apetece. Digo-o porque a imprensa online que costumo frequentar parece ter-lhe dado tréguas. Nada de relevante. Apenas uns japoneses que não querem fazer baterias em Aveiro. É natural. Aveiro é terra de ovos-moles e não de pilhas.  Mas já que esses pigmeus estão feitos parvos, também não lhes devolvemos o Ricardinho.
Nas terças-feiras 13 nem há nada de jeito para se poder escrever. Vou a caminho do quarto parágrafo apenas a encher chouriços. Se calhar parava por aqui, não?

12 de dezembro de 2011

Elementar, meu caro Watson


Instruções para a leitura correcta desta entrada:

1.       Leia a primeira parte do texto

2.       Veja o vídeo (com som, por favor)

3.       Leia o restante



O final da semana passada trouxe à opinião pública imagens sobre o caso da alegada violação de Strauss Kahn, Presidente do FMI, a uma empregada de hotel. Aquilo que à partida era líquido deixa de o ser. Parece que o senhor terá mesmo caído em alguma trama. O sistema de CCTV do hotel é altamente comprometedor em relação à atitude de alguns dos personagens envolvidos.

Quero partilhar convosco algo de muito mais inquietante. Nem tudo o que parece é.

Veja agora o vídeo com atenção.


Eu não disse? Como qualquer bom hotel que se preza, também o Sotifel recorre à mão-de-obra imigrante para as suas tarefas consideradas menores. Aquilo que se vê são o açoreano José Belarmino e o transmontano Aníbal Joaquim, ambos emigrantes em Nova York e ambos seguranças, num momento de pausa a ouvir, às escondidas, um relato de futebol. Escusado será dizer que são do clube dos 6 milhões, mais dois.
Case dismiss.

8 de dezembro de 2011

Truques e Dicas


Olá povo! Então como é que vão hoje? De certeza que ninguém está em casa, pois não? Anda tudo a brincar ao dia da Imaculada Conceição, não é? Seus malucos! Eu como não sou grande conhecedor destas festas religiosas, optei por ficar em casa e evitar os encontrões e tal.

Como não tenho grande coisa para fazer, opto por voltar à minha missão de serviço público. Já vos dei dicas de bricolage e hoje dar-vos-ei dicas de informática. Como? Ah sim também sei alguma coisa de informática. Digamos que eu sou o Júlio Machado Vaz dos gadgets. Tento parecer cool e falar muito. Em alguma hei-de acertar.

A solução que quero partilhar convosco é muito simples e fácil de aplicar, para quem tem Android como sistema operativo no seu telemóvel. Basta ir ao Adroid Market e fazer o download.

O nome do produto: Blacklist, da AntTek, Ink. É o Dum Dum das chamadas e dos sms indesejados. Nunca vos aconteceu terem um amigo ou amiga (ou ambos os géneros), que gostam tanto de vocês que vos querem à força passar informação, mesmo a altas horas da madrugada? A mim já. Eu simplesmente esmaguei-os com a ponta dos meu dedo indicador. Eles continuam por lá a rodopiar em volta, mas simplesmente não incomodam porque o grande Blacklist faz o trabalho que lhe compete. Este Ratax do Android é o meu melhor amigo desde que adquiri o meu equipamento. Para quem não tem Android de certeza que arranjará uma solução do género.

E agora Pipoca Mais Doce? Quem é que dá grandes dicas, hein? Incha!
Pronto. Voltem lá para as vossas maluqueiras do dia da Imaculada Conceição.

6 de dezembro de 2011

A Troika Carol


Faz tempo que não tenho convosco aquele tipo de conversa num registo mais intimista, mais tu cá, tu lá. Garanto-vos que assuntos não faltam. Aliás, um tipo nem tem que cavar assuntos. Eles caem-me no colo. Acho que o que me mata mesmo é a diversidade. Adiante...

Hoje lembrei-me de que estamos a chegar ao Natal. É tão bonito o Natal, não é? O Tio Belmiro e o Tio Jerónimo ficam doidos nesta quadra. É vê-los a dar mais pulos que os miúdos. No princípio do parágrafo usei o termo “lembrei-me” porque sinceramente nem dava por ele. O meu desânimo é exponencialmente oposto ao ânimo dos Tios Belmiro e Jerónimo.

Lembrei-me do Dickens e do seu, talvez, mais famoso personagem, o Sr. Scrooge. É icónico e já deve ter sido clonado para lá de um milhão de vezes. Eu próprio já o fiz, mentalmente, umas 47. Agora estou pronto para vos dar uma delas. Cheguem-se aqui à fogueira.

O Pedro era agora um homem de grande poder. Em bom rigor, liderava os destinos de um pequeno rectângulo de terra de gentes pacatas. Era um reino tranquilo que apenas abanava quando o clube mais representativo dos seus habitantes perdia (utilize o clube que mais lhe aprouver. Não sou assim tão mesquinho). Pedro acabara de perder o seu sócio e parceiro de grandes decisões, o Zé pá. O malandro do Zé tomara à sua revelia decisões ruinosas para o pequeno estado soberano. Já o Zé se havia desculpado com o Zé Manel e este, por sua vez, com o António (isto poderia saltar de culpado em culpado e em loop).

Por falar em loop, saltemos no tempo e na história e vamos atalhar para aquela parte em que depois da assombrosa aparição do Zé, este lhe fala dos três espíritos que o visitarão, durante a próxima noite.

Dormia tranquilamente o Pedro quando a primeira das aparições acontece. Assustado, mas avisado, Pedro pergunta o que lhe quer transmitir o tal espirito. Surpreso pelo pragmatismo do primeiro, o espirito desenvolve: Olha brother, eu apenas cá vim para te lembrar dos teus tempos passados. Dos tempos em que eras um jota cheio de pujança e de ideias frescas para mudar o mundo. Dos tempos em que eras apenas mais um dos brothers africanos a morar em Massamá. Lembras-te como a vida era simples nessa altura? Como o futuro parecia tão próspero? Basicamente era isto. Agora orienta-me aí umas moeditas para o estacionamento. Inté.

O Pedro também lera Dickens. Conhecia a história e não se deixou impressionar. Esperou sentado pela segunda visita. Não houve nada de espiritual agregado a isso. Um vidro a partir, um calhau quase a abrir-lhe o sobreolho e eis o espirito do Natal presente a entrar pela janela.

Blá, blá, blá, blá, presente e isto é o que temos: Vês ali? Enquanto o teu colega e homónimo está a trocar de Vespa para um Audi A7, repara como, logo ao lado aquele cidadão está a entregar o carro, para, provavelmente, ir buscar a tal da Vespa? E ali naquele outro canto? Consegues ver aqueles 230 senhores todos contentes nas compras de Natal, a encherem-se das mais variadas iguarias? Então compara lá com os restantes 10 milhões a quem estás a tirar o direito a poder ter algo de melhor nesta quadra do que o Natal dos Hospitais? Achas bem? Hum? Achas? Isto é culpa tua, sócio!

Nesta altura deveria aparecer o terceiro e último espirito. Pedro espera. Os minutos passam, as horas correm e nada. Estranhamente o conto começa a ficar desvirtuado. Nunca tal sucedera nos enésimos remakes. Já nada é como dantes. Nem as histórias! Pedro deita-se num misto de perplexidade e de alívio. Mas o que o Pedro não sabe é que o coitado do espirito não pode aparecer porque, não tendo dinheiro para pagar os contínuos aumentos dos combustíveis e sem cheta para comprar os novos passes não sociais e milionários, mais não pode do que ficar sentado a ver o aquele gordo do Preço Certo, no serviço público que a televisão do estado nos oferece. Espectáculo!

Moral deste plágio idealístico: Não existem espíritos, Pedro. Isto está mesmo a acontecer. E a cada dia que passa, lá vens tu com mais uma surpresa, como se fosse um qualquer ovo Kinder. Abre a pestana, Pedro!

5 de dezembro de 2011

Como é que é?


Diário de Notícias 05-12-2011


Podemos agora voltar a falar da crise? É que não há pachorra para continuar a aturar malucos que não tenham sido democraticamente eleitos por nós.

3 de dezembro de 2011

30 de novembro de 2011

Hein?




O Google está aqui a dizer-me (obrigado Google), que o Mark Twain faz hoje 176 anos.

Pergunta: Onde é que raio anda o gajo que ninguém lhe põe a vista em cima desde 1910?

Acho que me estão a querer esconder alguma coisa.

Olé

Vocês conhecem aquela piada sobre o IVA que, para espectáculos desportivos, sobe aos 23%, mas que para espectáulos tauromáquicos se fica pelos 13%?

Touradas!

Parêntesis


Hoje vou contar-vos uma história. Será a história de um velho amigo a quem vou tratar ficticiamente por Chico. O meu amigo Chico era um tipo de postura e aparência tímida. Dotado de alguma inteligência, o Chico era um proeminente estudante e augurava-se nada menos que um futuro brilhante, numa área ligada às ciências.


Chico trabalhava para pagar os estudos. Nada de anormal e até bastante nobre. O trabalhito nem era mal pago, tendo em conta a baixa complexidade da função e, graças à sua astúcia, descobriu ali, naquela actividade paralela ao estudo, a verdadeira, e talvez única, vocação.


A sua atenção foi pois desviada do tal futuro promissor e optou pela via do dinheiro fácil. Como diz o povo “em terra de cego, quem tem olho é rei” e é por essa máxima que resolve pautar os anos seguintes da sua vida.


Monta então um personagem frágil, de sexualidade duvidosa e a estas premissas alia o bom porreirismo. Tudo lhe corre como esperado. Progride em alta velocidade na carreira e o exponencial engrossar da sua carteira diz-lhe que não se enganou na sua opção. Adeus sucesso global! Olá sucesso da minha quinta!


Rodeia-se de uma corte de bajuladores. Consigo abanam a cabeça e riem das suas tiradas. Nas suas costas, nos seus circuitos mais íntimos e até socialmente, gozam-lhe a tal sexualidade de que já se falou, gozam-lhe o aspecto físico. São mesquinhos. Mordem aquela mão amiga.


O Chico não tem consciência disto. Ou se calhar tem, mas releva-a porque ainda assim vai retirando o sumo como mais lhe convém. Afinal de contas são também os que lhe chamam nomes pelas costas, que lhe enchem os bolsos.


A sensação de poder entra na sua vida. Agora já não se contenta em ganhar dinheiro. Quer mais. Acha que pode mexer nas peças do seu tabuleiro como bem quer e lhe apetece. Está no topo da pirâmide da sua rua e isso embaça-lhe a visão. Não tem a percepção que a sua rua é demasiado pequena e que a sua pirâmide pouco mais é que um brinquedo de criança. A ambição que lhe trouxe a subida meteórica, faz-lhe perder a noção.
 

Foi essa mesma ambição que o voltou a colocar mais abaixo do que o próprio chão. Hoje não tem nem a carteira cheia, nem a sua corte. Esta última agora já não tem pejo em lhe mostrar na cara, o que dele sempre acharam.


Pobre Chico!

28 de novembro de 2011

A Luta Continua Parte II


Ponto prévio a esta entrada: Considero-me uma pessoa de esquerda. Nunca fui filiado em nenhuma estrutura partidária, nunca assumi um partido politico como sendo o meu, porque não considero as filiações como forma saudável de estar em sociedade, e até já votei e apoiei ideias mais à direita. Contudo, repito, que sou de esquerda. Como não há nada mais onde consiga encontrar explicação, presumo que serei de esquerda pelo simples facto de ser canhoto.

Confessado que está, é hora de fazer aquilo que o ministro da propaganda do anterior governos mais gostava, mas ao contrário: Vamos lá malhar na esquerda.

Começo a ficar irritado com a constante fuga para a retaguarda da barricada que os partidos de esquerda (onde não incluo o Partido Socialista, por ser de direita), teimam em usar como arma de luta. É muito bonito e quase poético falar da classe operária e etc e tal, como se ainda todos andássemos de fato-macaco e ferro de soldar em punho. Dá ideia que alguém parou no tempo e não terá por certo reparado que a industria, a agricultura e as pescas são hoje apenas uma visão romântica de um passado que, não sendo distante, é por demais evidente que esse é um comboio há muito perdido.



Eu digo, e não serei o primeiro a fazê-lo, que tão responsável por determinada acção é aquele que a toma, como aquele que nada faz para que a mesma não seja tomada. Por outras palavras, quem acha que tem uma acção positiva e responsável apenas porque grita à brava e espuma muito pelos cantos da boca, está tremendamente enganado. Num pequeno exercício de memória, faço lembrar que no último governo PS, a restante esquerda foi convidada a tomar parte activa. Não o fez. É bem mais fácil dizer mal quando se está por fora. Não é bonito, mas resulta para alguns.

Esta questão avivou-se hoje porque, mais uma vez vejo isso e já me estou a passar com este esquerdismo que teima em manter a mesma cassete. Hoje discute-se uma revisão aos cortes nos subsídios, onde o governo de direita (relembro que sou de esquerda), fez uma ligeira inversão de marcha, mas que arrelia a esquerda porque foi apresentada uma semana fora de prazo!

Honestamente isto de ser de esquerda deixou de ser romântico e engraçado. Começo a sentir-me desenquadrado até porque nunca fumei brocas. Acho que vou manter-me fiel apenas à única coisa cuja filiação me parece fazer sentido.

Viva o Benfica!

27 de novembro de 2011

E pimba!

Acho que o título resume aquilo que me vai na cabeça desde que ontem acabou o jogo do benfas com o clube do visconde. Acima de tudo importa dizer que foi uma enorme joga da bola. Os gajos do Campo Grande deram uma luta das antigas e isso só valorizou a vitória do Maior.

Contudo há algo que gostava de deixar aqui expresso, numa lógica repleta de fair-play. Não vou gastar linhas com aquela coisa das cadeiras a arder porque isto é um espaço sério e que não se dedica a essas matérias neo-nazis.

Quero sim dizer que, uma vez mais o derby acaba manchado por mais uma polémica da responsabilidade da arbitragem. Toda a gente viu o que aconteceu e por isso, e apesar de ser benfiquista desde que me lembro, fico triste que o árbitro tenha feito por prejudicar tanto o Sporting, expulsando deliberada e propositadamente o Cardozo. É feio desequilibrar um jogo daquela maneira. Quando eles estavam a tentar chegar-se ao resultado, perdem uma peça fundamental nessa altura e, claro está, a partir daí o Benfica volta a e estar por cima e até mais perto do golo.

Lamenta-se e pede-se menos facciosismo da próxima vez.

24 de novembro de 2011

23 de novembro de 2011

No heart feelings

Começo por dizer-te que fui feliz, nesta nossa relação efémera e algo atribulada. Ao principio foste muito relutante em relação a nós e recusaste-me por diversas vezes. Dizias-me que estava a enganar-te. Tal não era verdade. Ironicamente só me aceitaste quando te enganei realmente. Tu assim o exigiste e eu queria explorar mais a nossa vida conjunta.

Dei-te o espaço necessário para que reflectisses e só muito tempo depois das primeiras investidas é que voltei à carga. Tivemos um mês em cheio e com alguns sucessos. Sem que nada o fizesse prever, despachas-me sem sequer ter a frontalidade suficiente, escondendo-te atrás de um e-mail na minha caixa pessoal. Acho mal. Mas também não te vou exigir qualquer outra explicação.

Vou até agir com algum fair-play , deixando-te aqui um vídeo com uma música da minha juventude. Um autêntico hino à despedida. Espero que tenhas pachorra para o ver até ao fim porque é longo.

Adeus Google AdSense!






Nota final: Estava a pensar comprar-te qualquer coisa para o Natal com os 4,67€ que amealhei ao longo da nossa relação. Paciência...

22 de novembro de 2011

Caixinha mágica


Para quem não sabe, sempre me foi dito que o rapaz das fotografias é muito parecido comigo e só esse facto já justifica as linhas que estou a gastar neste momento. Isso e o facto de ser meu filho.
Há uns tempos, fomos ver um jogo de Futsal ao Pavilhão do Benfica (ganhámos). Por si só não se faz história nenhuma daí. A história acontece quando, a determinada altura do jogo, na respectiva transmissão televisiva aparece no ecrã algo parecido com isto:
Foto meramente ilustrativa e não factual

Foi o delírio! As primeiras 3 ou 4 horas que se seguiram foram de grande júbilo e repetidas vezes foi ouvida a frase “apareci na TV!”
Este Domingo fomos novamente ao Futsal (ganhámos outra vez). Conseguem imaginar o que terá acontecido lá por casa depois de 7 ou 8 segundos de exposição televisiva destas imagens?

RTP 2, dia 20/11/2011

De facto o cliché de que uma imagem vale mais do que mil palavras, ganhou uma força imensa lá pelas nossas bandas.

20 de novembro de 2011

E vão dois!

Há exactamente dois anos iniciei a minha aventura no Blogger. O curioso é que, apesar de não viver sem o computador, nunca me senti inclinado a ferramentas informáticas, tais como chats, redes sociais e afins. Digamos que tenho perfil criado em algumas delas, apenas porque tenho. Apesar de gostar de brincar com as coisas da vida, não me cativava fazer chegar esse tipo de material a outros que não eu.

Quem me conhece de sempre, ou quase sempre, sabe que sempre escrevi e que essa é a minha grande paixão. Mas para mim escrever seria livros e etc e tal e nunca no espaço cibernautico. Enfim. Resignei-me e a falta de determinadas coisas, entre elas se calhar o bom do talento, fez refrear os meus intentos e vergou-me para o facto de que, muito provavelmente, a única coisa que hei-de publicar será esta.

Ainda assim comecei carregado de moral, inflacionada pelos que mais perto de mim viviam e que me empurravam para essa via. E lá fui eu. Mas a coisa não me satisfazia. Como tal, parava e depois recomeçava. Basta olhar para o arquivo e percebe-se que foram dois anos de quase nada. Continuava a produzir muito material. Só que apenas na minha cabeça. Enfim.

(Podem voltar a ler daqui para a frente. A onda nostálgica não segue abaixo)

Com o intuito de celebrar então o segundo aniversário de O do Manel, foram lançadas uma série de iniciativas todas alusivas ao tema, nomeadamente uma matança de porco que, por falta de comparência do porco, acabou transformada em almoço de família.
Ainda integradas nas celebrações, mais duas actividades. A saber:

Um workshop com o tema "Empreendedorismo e dinâmicas sociais para quem não tem mulher a dias" direccionado a crianças que nunca conseguem descobrir onde fica o cesto de roupa suja, ministrado por mim, tendo tido larga adesão nos restantes moradores da casa, apesar da indiferença inicial.

Por último, não quis deixar passar a data sem agradecer directamente aos fieis seguidores. O passatempo sobre O do Manel que visava presentear aquele que se revela-se ser o mais assíduo dos leitores, correu de forma bem apreciável, sendo que o feliz contemplado com a semana, com tudo pago, nas Maldivas, acabou por ser atribuído a mim próprio.

A todos os que participaram, o meu muito obrigado e gostava de poder continuar a ser merecedor da vossa presença diária aqui por estas bandas.

Pronto. Agora vão lá ler o do Pacheco Pereira.

17 de novembro de 2011

Digam-me lá

A vocês também se vos encaracola os pelos do nariz quando este rapaz se lembra de abrir a boca?



Red Alert


Não está cientificamente comprovado, mas estou convicto que sou campeão nacional, em 3 épocas consecutivas, dos sonhos mais esquisitos. Sei que, por esta altura, estão a rever o vosso portfolio de sonhos só para me contradizer, mas duvido que o consigam fazer. Sonhos marados é mesmo comigo. Aqui vai um fresquinho, produzido nesta última noite, que por sinal, nem está sequer no Top 10 dos sonhos mais marados. Alerto ainda assim que este sonho tem cenas de violência, passiveis de ferir as susceptibilidades dos caros leitores.

Não me perguntem nem como nem porquê, mas vejo-me metido no meio de uma alhada. Apercebo-me disso, tal é o grau de gente que me tenta alcançar. Há um grupo de tipos que me persegue avidamente e à frente do qual corro, mas nunca o suficiente para que o despiste. De cada vez que encontro um esconderijo que considero seguro, sou rapidamente interceptado.

Presumo que, às páginas tantas, acabo mesmo por ludibriar os meliantes, já que saem de cena. O júbilo é no entanto fugaz, tal como a sensação de segurança. Não há maus a correr, mas há aviões. Sim, aviões! E por mais estranho que possa parecer, estes conseguem manter contacto visual constante comigo, mesmo que esteja metido dentro de um qualquer buraco. E disparam sem dó nem piedade! É uma mescla de barulhos, explosões e coisas a partir. Não vejo saída aparente de um cenário tão catastrófico.

Como acontece em tantas outras ocasiões, acabo salvo pelo simples facto de acordar a tempo. Desta vez foi mesmo por pouco, mas fico algo abalado. O que terei eu feito de tão grave, que levasse a uma acção tão radical contra a minha pessoa? Naquele momento não encontrava qualquer explicação nem qualquer paralelismo de psicologia barata de interpretação de sonhos.

Duas ou três horas mais tarde percebi. Eu não estava a viver algo que me tivesse acontecido, mas sim algo que estaria para acontecer.

O que me estava a ser dito era que lixado, lixado, não é matar uma velha algures num canto qualquer deste mundo, mas sim fugir ao fisco. Outra vez se prova que mais facilmente se escapa de um crime qualquer, do que se escapa às finanças, esses MIB implacáveis!

Até podes matar os teus pais, desde que seja no Brasil. Não há problema. O Estado Português, dá-te a devida cobertura e amparo, agora que és órfão. Mas se te metes com o fisco não tens a mínima hipótese.

E lá está! Eu de facto não matei ninguém (ainda), mas paguei o selo do carro fora de tempo em 2008.

Que se cuidem todos os restantes quatrocentos e tal mil que tiveram, como eu, o desplante de desafiar o Tesouro Público! Abriguem-se e preparem-se para o pior!


16 de novembro de 2011

Parecenças

Agora a sério. Vocês conseguem ver alguma diferença entre o senhor da direita e o senhor da esquerda? Eh pá eu não! É que não consigo mesmo!


Bom, numa avaliação mais ponderada conseguem distinguir-se pequenas coisas. Pode dizer-se, por exemplo, que o senhor da direita diz coisas bem mais acertadas do que o senhor da esquerda, até porque o primeiro é pessoa de poucas palavras. Já o senhor da esquerda quando embala na conversa, ninguém o segura.
O senhor da esquerda é mais dado a palhaçadas que o senhor da direita, que consegue ser bem mais low profile e menos dado à exposição pública.
Fora isso, são iguaizinhos, não são?

14 de novembro de 2011

O mundo ao contrário

Quando eu pensava que já tinha visto de tudo, cai esta pérola bem em cima do meu colo, só para me contrariar. A notícia aliada ao nome da publicação online, são um mimo. Se vocês não conseguem ver a ironia disto, eu consigo.



Não tarda nada ainda aparece por aí uma foto do Pinto da Costa com uma bandeira do Benfica! Como?... Ai já?... Afinal estão a dizer-me aqui ao lado que isso também já foi visto.

Fogo pá! Um gajo anda aqui a dormir ou quê?

Wet

A noite de ontem passei-a a fazer tostas de papel, conforme documentado na foto. Do mal o menos. Não foi a ver nem gordos, nem esquisitóides sociais.

Nota para memória futura: Verificar diariamente a mochila escolar do filho e, tal como no futebol, interditar a entrada de garrafas de plástico.

13 de novembro de 2011

TV Memória


É nestas alturas que me recrimino por não ser adepto de coisas tais como o Twitter. Aquela coisa serve para relatar em tempo real aquilo que nos apetece, não é? Hoje lamento.

Ontem disse-vos que este blogue descansa ao fim de semana, mas tenho que partilhar convosco o que, neste preciso momento, apanho no meu exercício de zapping.

Nas TVs generalistas todo o tipo de produtos vintage. Nada de novo portanto. Na RTP memória uma das Academias de Polícia. Para isso é que serve o canal 13 da grelha do MEO.

Agora no canal 14 (Porto Canal) e logo ao lado no 15 (Canal Q) isto:






Actualização: Enquanto escrevia este post aparece-me este outro na RTP Memória.




Está aqui um cheiro a mofo que nem vos conto!

12 de novembro de 2011

Bom fim de semana

Este blogue também descansa ao fim de semana, como faz a maioria de nós.
A contagem está agora em 1/2 fim de semana e 1/150 da crise decorridos. Como tal aproveitem e gozem o restante 1/2.

NB: Desafio-vos a conseguirem dizer-me como se expressa 1/150 por extenso e aritméticamente falando.

10 de novembro de 2011

É hoje!

Eu prometi a mim mesmo que evitaria falar de futebol. OK, pronto. De vez em quando vou ter que ir quebrando esta minha promessa. Também ninguém morre por isso, ou morre? Não é todos os dias que a nossa selecção joga uma partida tão importante de acesso a uma competição internacional, pois não? Normalmente fá-lo de dois em dois anos. O que até acho bem. Se há a hipótese de poder jogar mais dois jogos, por que não aproveitá-la? Andam sempre a queixar-se que não têm oportunidade de estar juntos mais vezes e assim já podem. Portanto toca a ficar sempre à rasquinha e à espera do play-off, malta!

No fundo só quis deixar a minha forma de incentivo aos rapazes e àquele senhor do risco ao meio. Andam todos preocupados porque vão jogar num campo sem condições nenhumas e tal. O Carlos Godinho foi lá e parece que viu isto.




Passou-se da mona, o homem! Já os bósnios asseguram que é apenas ilusão de óptica e que têm para oferecer isto.




No fundo, no fundo o que o povo quer é ver chutos na bola, nem que seja debaixo de água.
Boa sorte Portugal!

Faça-se justiça

Vocês acreditam que me estou a sentir emocionado e até nostálgico com as notícias que vou recolhendo da imprensa online? Então não é que, afinal de contas, aqueles senhores envolvidos no mediático caso "Face Oculta", mais não querem que recuperar velhas tradições medievais?

Pelo que me é dado ver estas pessoas estão a ser envolvidas, injustamente, numa trama de troca ilícita de favores, quando na realidade aquilo que se trata aqui é simplesmente uma forma de ajudar a combater a crise.

Ora uns dão robalos e os outros dão alheiras. Se isto não é altruísta e até romântico, não sei o que será! Não se desperdiça divisa e cada um dá o que tem.

Vejam lá se vão mas é perder tempo com criminosos a sério, como aquele arrumador que roubou o chocolate no super mercado, e deixem estes nobres senhores em paz!





Faça você mesmo


Havemos de falar sobre os conteúdos dos blogues femininos, assim que houver oportunidade para tal. Hoje interessa-me apenas utilizar uma ideia que deles retiro. Reparei que as mulheres utilizam o blogue para puderem dar conselhos umas às outras. Dão dicas sobre tudo a todos. Roupas, utensilios, namorados, vale tudo, porque a administradora do blogue é que sabe. E se ela diz que é assim, então é porque o é. Repetindo-me, esta análise fica para outra altura.
Mas é com base nisso (e nas notícias que fui ouvindo durante o dia), que hoje abro aqui uma rúbrica de Dicas de Bricolage.

Dicas de Bricolage

1. Papel de Parede
  


Não vos vou ensinar a colar ou a preparar a sua instalação. Quero apenas partilhar convosco as boas ideias que recolhi. Vejam lá se não são boas:

AKI




IZI



BALCÕES MILLENNIUM



Este último está uma pechincha. Lamento não vos conseguir dizer as dimensões nem as caracteristicas, mas pelo preço é de se comprar. Em última instância, compram uma das duas primeiras sujeitões e depois usam o papel da terceira para forrar o chão, aquando da aplicação.


Sejam umas queridas e uns queridos e partilhem.

Comentem!

Bom dia pessoal!

Vejo que de dia para dia O do Manel cresce em número de visitas. Agradeço-vos por isso. Mas gostava de vos pedir gentilmente que fossem deixando por cá alguns comentários. Só assim sei se estou no caminho certo ou noutro qualquer, OK?

Agora pedi com jeitinho. Se continuam caladinhos e quietos deixo-vos com esta:

Não se esqueçam que eu sei onde vocês moram!

9 de novembro de 2011

Também quero

Há séculos que eu defendo uma solução destas para quando joga o Benfica, mas o meu patrão não é o Alberto João.

Eu quero ir para a ilha!

8 de novembro de 2011

Falhaste


Antes de mais começo por dizer que se estiverem a ler isto no dia 09 de Novembro de 2011 (ou daí para a frente) é porque o asteróide 2005 YU55, de seu nome, passou mesmo a razar.


Se acham que o fenómeno é coisa do acaso, desenganem-se. Arrisco dizer que é obra da tal força superior, que de tão farta de ouvir falar em crise, não resistiu em mandar-nos uma calhoada. E cada um agarra no calhau que tem mais à mão! Salvando as devidas proporções dos calhaus, este é um calhau à escala planetária! Por cá também é assim que se resolvem as contendas e quando faltam calhaus há sempre hipótese de recurso a bolas de golfe.

Um abraço forte e apertado!

6 de novembro de 2011

Cada um com a sua


E cá vai mais um relato de viagem. Eu sei que começa a ser chato estar constantemente a falar disso, mas que culpa tenho eu de ser tão viajado?
Ora atentem bem na foto:



Via, quase diariamente, esta senhora estacionada algures no meu trajecto. Esteve desaparecida durante uns tempos, mas lá voltou. Se calhar está a velha e foi posta num sítio de repouso, como acontece a tantas outras.
Eu também já tive uma em tempos, não tão charmosa como esta, mas com melhores cores. Só não tinha rodas e andava bem mais devagar.
Quem as tiver que as conserve... de preferência bem afastadas de casa.
NB: A curiosidade era forte e tive que procurar informação sobre o nome. Pesquisei no site da empresa em questão e fiquei a saber que o acrónimo SOGRA resulta de SOciedade GRuas de Aluguer. Não... não vou fazer mais qualquer tipo de trocadilho sobre o assunto. Fica para vosso exercicio mental.

E assim se criam os mitos

Acabei há um par de horas de ver o Olhanense jogar contra uns gajos de azul e branco. O meu filho disse-me que era o Porto. A priori confesso que não me tinha apercebido, porque vi lá um tipo a bater uma grande penalidade que de facto até era parecido com aquele matacão do Porto, só que este tinha o cabelo escuro. Olha que me enganaram bem. Enfim...

Mas não é por isto que vos estou a interpelar. O que se passa é que posto o tal jogo da bola dei um salto a este meu/ vosso cantinho e deparei-me com um anúncio do qual fiz inclusive um print screen para que não se perdessem as evidências. De facto os senhores do Google não andam cá a dormir, meus amigos! Aliás, provam inclusive grande atenção aos conteúdos do espaço. Senão, atentem na figura:




Senhores do Google: Agradeço que para a próxima não se esqueçam de acrescentar qualquer coisa sobre cerveja.

Continuação de um bom fim de semana.

4 de novembro de 2011

On the road again

Sou um gajo normal. Como qualquer outro gajo normal gosto de umas cervejitas de vez em quando, bola, gajas, carros quitados, dar peidos, umas cervejitas de vem em quando, gajas... e passear... No Renault 5 GT Turbo... Quitado!

Fim-de-semana, fato de treino vermelho com riscas brancas, sapatinho de sola a condizer e lá vai ele papar uns quilómetros. E sabem o que mais me fascina na nossa rede de alcatrão? Não, não é a Via Verde. Também não é a tenda dos melões. Nem tão pouco aquelas senhoras encostadas aos eucaliptos, que também vendem melões, mas noutro tipo de embalagem. Nada disso. O que me prende mesmo a atenção são aquelas placas que dizem: ATENÇÃO: ZONA DE ACIDENTES NOS PRÓXIMOS 3 KMS.

Já viram coisa mais inovadora do que isto?... Zona de Acidentes nos próximos 3 Kms? Isto é absolutamente fantástico! Traduzamos isto ao seu verdadeiro significado: “Atenção: Espete-se nos próximos 3 Kms. Local recomendado”. Isto é, se falham este sítio não vão apanhar outro igual nos próximos 50 quilómetros! Vejam lá! Depois se o quiserem fazer terá de ser por aí num penhasco qualquer sem as mínimas condições!

Posto isto, fui!



N.B. Não acreditem muito em mim quando vos disser que gosto de carros quitados e fatos de treino de cores duvidosas. Acreditem piamente quando vos falar de jolas e gajas.

Sorry!



Tenham paciência, OK? Tenta-se dar o melhor look possivel à coisa e por estes dias as mudanças vão sendo o prato do dia.

 A gerência agradece a vossa compreensão.

3 de novembro de 2011

Los GEnios '10


    Antes tarde que nunca!

                            

1 de novembro de 2011

Isto é uma selva!


Há muito que ando para partilhar convosco uma coisa que me apoquenta, mas tem-me faltado a vontade de a por no papel. Mas não posso guardar mais isto comigo, caros seguidores fieis. Mãe e pai: tenho mesmo que vos contar sobre o que vejo nas minhas viagens constantes entre o trabalho e casa.

Passar horas na estrada dá-nos tempo para tudo, menos para o que na realidade gostaríamos de estar a fazer naquela hora. Vê-se de tudo. Não vos quero maçar com a contagem massiva de quantos espécimes se vêem a retirar coisas das cavidades nasais. Isso é material já gasto. Quero sim falar-vos sobre uma das utilidades informativas que nos é fornecida pelas concessionárias das (várias) Auto-Estradas que me vejo forçado a utilizar dia após dia.

Por certo que também já terão visto aqueles displays electrónicos que vão divulgando informação diversa sobre as condições do trânsito, sobre eventuais acidentes e por aí afora. Útil de facto! E não estou a querer cair na piadola fácil. Há contudo uma informação que tenho visto com alguma frequência e sobre a qual tenho pensado bastante. Reza assim:

“Perigo. Animal a 6 kms. Circule com precaução”

Ora bem, isto trás de facto consequências benéficas ao nível das velocidades praticadas. Eu por mim falo. A malta vai ali sempre com medo de apanhar com uma coisa qualquer de quatro patas (nunca menor que um búfalo), e que lhe parta o carro todo. Por norma acabamos por nunca ver o dito. Atrasa-se um tipo para ver o Preço Certo e a montanha nem um rato pare.

Deu-me pois para pensar que se calhar eu estava a interpretar mal a informação. Enquanto um gajo está preocupado com o tal animal que há-de aparecer à distância, descura um pouco o que está imediatamente à sua volta e quase nem se apercebe do URSO que quase nos abalroa o carro numa ultrapassagem qual Tokyo Drift ou no CAMELO que vai à nossa frente, na faixa da esquerda a 60 Kms/h ou ainda no BOI que segue mesmo coladinho a nós e de máximos ligados. Damos por nós e verificamos que já estamos é completamente rodeados por animais! Mesmo ali e não aos tais 6 Kms! Meus amigos, isto é um autêntico zoo!

E aquele ORANGOTANGO que abre o pisca para a esquerda e vira abruptamente à direita? E o CAVALO que passa tudo e todos de uma ponta a outra de cada uma das três faixas? Só mesmo comparável ao JUMENTO que aproveita a faixa de emergência para fugir das filas numa atitude digna de um GNU!

Pai, mãe: Esta estrada é uma selva!