21 de novembro de 2009

Isto de escrever para que todos os outros leiam e não ser pago tem que se lhe diga. E só o descobri precisamente porque comecei a fazê-lo eu mesmo e vejo que toda a blogosfera fala disso. Se não toda, pelo menos grande parte dela.

Antes do meu baptismo fiz pesquisas de vária ordem para ver até que ponto estava a tomar a atitude certa. Consultei inúmeros colegas bloguistas, vi sei lá quantas páginas e toda a gente fala em fazer dinheiro, sem levantar o real traseiro da frente do computador. O que retiro dessa procura é: "Quanto é que esperas ganhar com o teu blogue?" e não "O que pretendes dizer no teu blogue?". Curioso, não é?

Honestamente a minha ideia sobre dinheiro fácil está algo longe de coincidir com a primeira das conclusões. Não é que duvide no sucesso da difusão da mensagem no espaço virtual. Tenho a consciência de que cada vez mais é esse o caminho. Mas daí até a pensar em largar o trabalhito e viver disso, longa vai a distância!

... E a quantidade de gurus que existem na praça? Experimentem pesquisar no Google, por exemplo, "dinheiro online". No meu caso e para ser completamente fiel ao resultado obtido foram 3.250.000 em 0,16 segundos. Três milhões, duzentos e cinquenta mil resultados, para os que, como eu, são maus a contar. É obra! Agora experimentem "Dinheiro fácil". A fasquia sobe para os 3.300.000.

Ora se eu sobre dinheiro online nada percebo, já sobre dinheiro fácil gostaria de deixar aqui alguns ensinamentos que a vida me foi dando. Ajeitem-se nas cadeiras, por favor, porque estão a breves palavras da fronteira para a prosperidade.
Dica nº1:

Assalte um banco... mas com estilo. Nunca o faça pela porta da frente. É arriscado e pior está desde que a Polícia começou a disparar sobre quem tenta esta técnica. Além do mais o seu seguro por certo se desmarcará no caso de dar para o torto.

 


Experimente da seguinte forma: Comece por baixo, como caixa, por exemplo. Junte-se às pessoas certas e nos momentos certos. Mais cedo do que pensa essas pessoas estarão a ocupar cargos importantes na estrutura do país. Daqui a ter um lugar de administrador é um pulinho.
Resulta sempre e é perfeitamente legitimo.
Dica nº2:

Arranje um saco e candidate-se a uma autarquia pequena. Repito que devagar se vai ao longe e com os toques certos depressa estará numa das grandes. Não importa a cor do saco, desde que seja fundo. Não caia no erro de repetir modus operandis dos outros. Encha esse saco com tudo o que vier à rede e ofereça-o a um familiar seu low profile que viva fora do país. Rejeite os que forem taxistas. Como disse Copycats acabam por ser apanhados.

Dica nº3:

Venda fruta. A entrada no ramo da frutaria dá-se pela via do dirigismo desportivo. Arranje uma gravata de cores vivas e deixe crescer o bigode. Sem isso nada feito. Crie laços com os senhores do apito. São os melhores clientes de fruta que vai pode ter. Preferem as exóticas, vindas do Brasil ou, por contra ponto, a de leste. Como complemento ao negócio poderá querer pensar, mais tarde, numa leitaria. O café com leite vai bem com a fruta.

 


Pensem nisto.

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