5 de dezembro de 2015

A minha árvore de natal faz-me crescer



Bonito e inspirador, eu sei. É mesmo daquelas frases que assenta bem numa citação de rede social. Contudo pode acontecer que vá dececionar as pessoas com o que vem a seguir, mas tenho de ser sincero com elas. Não estou a tentar fazer filosofia de bolso. A minha árvore de natal faz-me realmente crescer!

Eu explico-vos rapidamente para que possam ir ao Facebook bloquear-me logo após. Eu detesto fazer a árvore de natal. Isto tinha de ser tornado público. Detesto ter de desemaranhar todos aqueles pequenos pseudo-ramos. Detesto pendurar bolinhas. Detesto pendurar sininhos. Detesto passar horas a querer equilibrar uma porra de uma estrela que nunca colabora comigo, mas sim com as leis da física. Detesto isso tudo, mas até gosto de colocar as luzes. Isso é giro. Luzes a piscar e tal. Por mim arranjava sempre alguém que fizesse tudo o resto, ficando eu com a componente cénica da iluminação. Eu até gosto de ter uma árvore de natal. Não gosto é de passar por todo este processo.

Mas também não é por isto que a minha árvore me faz crescer. Estavam de novo a pensar que, no fundo, eu ia retirar um ensinamento moral do que acabei de dizer, não é? Nada disso. Sempre considerei que a que tive durante anos era muito pequena e com poucos pseudo-ramos. Tomei a decisão de adquirir uma maior. Não muito maior já que a casa é pequena e eu ainda queria ter espaço para conseguir sair à rua. Optei por uma de um metro e oitenta (1.80m). Pareceu-me a medida certa. Ligeiramente mais alta que eu e que o meu puto, certamente dará alguma dimensão de grandeza. Iniciei todos aqueles passos que mencionei detestar. Exceto o das luzes. Não sei se vos disse, mas desse até gosto. Finda a montagem reparo que estou uns 20 cms mais alto que a árvore que, segundo a caixa, tem 1.80m. Facilmente concluí que eu mesmo tinha dado um pulo extraordinário.


Este ano não me chateei assim tanto com a minha árvore de natal. Fez-me crescer e muito!

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