15 de junho de 2014

É uma questão de fazer as contas



(A expressão que dá título à entrada é da autoria deste senhor, que anda lá fora a lutar pela vida)



Começo a ficar cansado de ter de pedir desculpa cada vez que aqui venho, mas quando é legítimo é legítimo e ponto final. Por conseguinte começo por aí e fica já o caso arrumado:

Peço desculpa pela minha falta de assiduidade, mas _______________________________ (e aqui colocam o que acharem mais conveniente).

Aproveitei para fazer uma pequena pausa na minha luta diária, porque me apetece desabafar convosco, fiéis seguidores.
Que não é fácil agradar a todos já não é novo e nem adianta querer tirar algo mais disso, mas que também não é fácil fazer perceber o quão difícil certas coisas são de fazer também é verdade.
Por alguns momentos imaginem e reflictam sobre a seguinte situação:

Executam um trabalho pelo qual recebem uma determinada soma previamente acordada. Com o decorrer do tempo as coisas vão fluindo, mas como o trabalho se adensa, vocês chegam à conclusão que aquilo a que se propuseram não é exequível por uma série de parâmetros que (ainda) não interessa determinar por esta altura. Mesmo assim seguem com a tarefa e tentam que fique o melhor possível, porque têm brio no que fazem. Agora vem a pergunta do milhão de dólares:

Não ficam frustrados e até com um pouco de mau perder quando aquilo que fizeram não é reconhecido como sendo válido?

Aquele rapaz lá do fundo está a dizer que se acordei uma coisa e dei outra tenho que sofrer as consequências. Tem razão sim senhor. E como eu procuro ser sensato vou aceitá-las, venham elas de onde vierem e de que forma possam tomar.

Mas a minha sensatez também me leva a contrapor e sou forçado a defender a honra como nos tempos antigos:
- Ó jovem! E se eu te disser que esse trabalho me rende um valor por cabeça compreendido entre os 20 e os 30 ganços???
Ao que o jovem responde:
- Azarito. O que está combinado está combinado. Deverias ter pensado melhor nisso.

O gajo apanhou-me outra vez, pá! Quem é que o chamou para me ouvir em desabafos?
Volto à carga e respondo assim:
- Certo. Mas então vamos lá por a coisa em pé (calma que não é nada disso) e imaginemos o seguinte cenário: vocês aceitariam trabalhar por, digamos 3€ à hora?... Aaaahh, todos estão a de acordo que não! Então adiante… Ainda assim imaginem que eu, como sou um bacano, apenas levo pelo meu trabalho esses 3 euros por hora. O trabalho de que vos falei atrás demora em média entre captação de imagem e edição da mesma entre 8 a 9 horas (podendo ser até mais extenso, dependendo muito do que há para editar). Nele terei de incluir despesas de deslocação, como combustível e desgaste da minha viatura. Terei igualmente de meter no bolo material de suporte físico (DVD, labels, capas) e electricidade.

Sei que não conseguem quantificar em valores determinadas variantes, mas outras sim e por agora já podem fazer uma soma. Agora multipliquem essa soma por 12 (o número de trabalhos executados) e vejam o resultado final.

Ainda se lembram quanto é que vos disse que cobrei por cabeça?...

Até um dia destes, caros amigos. Obrigado por me deixarem ter este desabafo.

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