9 de novembro de 2012

Uma fábula

Acho que todos nós conhecemos a fábula da formiga e da cigarra. Para os poucos que não a conhecem, resumo dizendo que é a história de um bicho (a formiga), que trabalha desalmadamente no Verão para que sobreviva ao rigor do Inverno em contraponto com outro bicho (a cigarra), que passa o Verão a cantar pelo que no Inverno, como não tem nada para dar ao dente, recorre ao auxílio do primeiro bicho. Interpretações a isto podem ser várias. Para mim parece-se muito com aquilo que o governo anda a fazer aos fundos de pensões e afins que alguns sectores da função pública amealharam a contar com um futuro melhor. Mas já aquele velhote do anúncio dizia: veio o coelhinho... e comeu-o!

Um dos bastiões que também viu serem-lhe, como é que se diz, ROUBADOS os fundos, neste caso, o fundo para fardamento, foi a Polícia de Segurança Pública. Só que aqui não se brinca em serviço. Avisados pela tal fábula de que vos falei, puseram mãos na massa. Durante a última estação Primavera/ Verão foi vê-los a amealhar. Posso dizer-vos que no percurso de minha casa até à entrada que utilizo para a A1 são 7 kms (contei eu). Nesse pedaço de estrada cheguei a apanhar 3 postos de controle com 3 brigadas, numa média de 3 vezes por semana, por vezes 4. Algumas dessas operações Stop eram de tal envergadura que mais parecia que andavam à procura de um serial killer! Acreditem que não exagero. Quem conhece o percurso sabe daquilo que estou a falar.

E de repente chega o Inverno. Deixei de ver as tais brigadas. Por vezes aparecem, mas muito timidamente, como que envergonhadas. Sempre debaixo das pontes. É a chuva! Mas também não há problema. Na altura certa foram formiguinhas exemplares.

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