21 de novembro de 2013

Serviço Nacional de Saúde

Por estes dias tenho andado absorvido com um episódio de saúde que aconteceu com o meu filho. Não parece que seja mais que um susto, mas para se fazer um despiste eficaz ainda faltam alguns exames. Até lá o rapaz não pode praticar desporto. Aproveito e deixo aqui o nosso obrigado pelas mensagens de apoio e de carinho que temos vindo a receber. Têm sido importantes para levantar um ânimo a um jogador que anda danado da vida por lhe faltar a bola.

Mas o que me traz aqui é algo que me deixa perplexo. Quem tem filhos pequenos acaba por ser um frequentador recorrente do Serviço Nacional de Saúde. Pelo menos os pelintras como eu que não têm dinheiro para a medicina particular. Quem está na mesma situação (não precisam pôr o dedo no ar), sabe que até aos 12 anos de idade o serviço prestado é gratuito. Mais do que justo, acrescento. O que eu nunca tinha visto é que após o acto médico se recebe um e-mail com a informação que aqui publico (com os devidos cortes entre informação privada e a que não interessa):

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Eu não sei quanto tempo tem esta prática ou até se isto é uma politica transversal às instituições de saúde pública ou apenas aos de gestão privada, como é o caso do Hospital em questão. O que eu acho engraçado (eufemismo para outra coisa qualquer que não me apetece dizer), é estarem a dizer assim:

Olha lá que o puto não pagou porque ainda não calhou. Mas põe-te a pau que um dia destes vais ter mesmo de te chegar à frente. Como vês aquilo que o chavalo cá veio fazer custa x e nós até só te levariamos y. Portanto se continuas com essa mania de que és pobre e queres continuar a cá vir, um dia vais ter uma surpresa.

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