9 de janeiro de 2014

Como eles crescem!




O rapaz da foto que antecede este texto é o meu filho. É recente e tem por trás uma pequena história daquelas que une pais e filhos. Quem já é progenitor conhece a sensação de cumplicidade que determinadas situações proporcionam, por mais básicas que possam parecer aos olhos dos outros. Nós, para dar uma ideia, temos a nossa noite de gajos. Parece muito viril, mas na maior parte das vezes, resume-se a filmes e pipocas. Afinal de contas o jovem ainda é demasiado jovem para brasileiras e cerveja, para grande desconsolo do pai. No entanto é um ritual. E quando a nossa Camila está, a noite deixa de ser de gajos e dá lugar a... Ao mesmo.

Nessas alturas não me importo de levar com banhadas do Adam Sandler porque, na verdade, o que me dá prazer é a companhia. Volto a puxar de novo os progenitores de adolescentes e pré-adolescentes para a primeira pessoa, pois eles sabem muito bem que há que aproveitar as boas marés dos putos para usufruir da sua companhia. Mas já ando por aqui a divagar com cheirinho a nostalgia (alguém que me traga uma caixa de Kleenex, por favor).

Voltando ao assunto. Na última noite o rapaz resolveu mudar o seu aspecto físico e, resoluto, chegou até mim e pediu:

- Pai, quero fazer o bigode.

(Se isto fosse um video era nesta parte que a música parava por alguns segundos... E recomeçava agora)

Escusado será dizer que larguei o filme que estava a ver e encetei as diligências necessárias para um barbear de primeira. Lâmina! Onde está a lâmina?... E o gel?... Porra pá, porque é que eu nunca uso gel?... O puto não pode ficar com a barba mal feita!

Preparei pó de talco e 5 frascos de after shave. 2 horas depois o resultado foi bastante satisfatório (volto a reportar para a foto do inicio). É que, tal qual estava anteriormente, já resvalava os limites do Raul Meirelismo, como se pode comprovar:




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