15 de outubro de 2013

Mais um sonho

Começo a ficar preocupado com aquilo que se passa nas profundezas do meu cérebro. Não sei se estarão recordados, mas em tempos contei-vos acerca de um sonho que tive, numa entrada a que dei o nome de Red Alert. Aquilo era só tiro e bomba e sei lá o quê mais de bélico. Pois esta noite tornei a experimentar algo de muito parecido. OK, eu sei que provavelmente nem estarão nada interessados sobre aquilo que me acontece enquanto durmo, quando na realidade também não vos interessa o que faço acordado. Mas entendam esta necessidade de falar sobre isso como uma auto-terapia. Ajuda e não me fica lá muito caro.

Então não é que dou por mim, escondido na minha antiga casa com mais um casal amigo e um dos seus filhos (casal esse que nem sabe onde tal sitio fica), debaixo de uma chuva de misseis teleguiados? Aquilo foi para lá de apocalíptico! Cada divisão que escolhia como refugio era rapidamente destruída com uma violência atroz. Fugimos para a rua, na esperança de alguma folga, mas nada. Era uma sucessão de explosões. Por sorte, aconteciam tal qual acontece nos filmes, ou seja, sempre a bater ao lado, mas ainda assim não deixava de ser sufocante.

A determinada altura deste macabro enredo, quem é que vejo sair pela porta do clube vizinho à minha residência?... Nem Rambos, nem Cobras, nem JI Joes, o que seria bem mais normal. Nada disso. Vejo sair, ao mesmo tempo, Pedro Passos Coelho e José Sócrates. Juro que foi exactamente o que se passou no meu sonho! Se Sócrates nada disse e apenas contemplava o cenário de guerra, já o outro senhor não parava de dizer que não podia ser assim e que alguém devia fazer alguma coisa. Tal postura faz-me até esquecer o medo e vejo-me rapidamente a lançar todos os impropérios que conheço na direcção dele. Já nem me chateava a barulheira e a destruição. Queria mesmo era mandar umas quantas das boas.

Pouco depois fui chamado ao mundo real pelo alarme.

Esta associação de guerra com politica, aliada ao facto de aparecerem o actual destruidor da nação ao seu antecessor, dá mesmo que pensar. Repito que não é a primeira vez que isto me sucede. Acho que ando a aproveitar o meu sono, momento que deveria ser de descanso, para malhar nesta corja.

Se calhar está na hora de começar a fazê-lo, mas de olhos bem abertos.

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