24 de fevereiro de 2014

Direito de Antena

(Este espaço é da exclusiva responsabilidade do autor, que está ébrio e com uma grande camada de mau feitio, como sempre... No que toca ao feitio... Não ao resto... De maneiras que não liguem que é só o álcool fel a vir à tona.)


A democracia tem a sua piada, desde que não choque com as minhas convicções.



É com esta frase, que não sei se tem dono ou se a inventei agora, que pretendo começar. No que toca à liberdade de expressão e na maneira como cada um de nós utiliza a ferramenta "palavra", seja ela veiculada de boca em boca ou em forma de letra, sou levado a acreditar que continuamos todos a viver na Idade Média, onde só faltam mesmo as fogueiras para queimar bruxas. Isto tanto serve para quem a emite como para quem a recebe.

O exercício que fiz para chegar à conclusão (algo confusa) descrita acima, toma por base algo que só tem importância porque eu, vá-se lá saber porquê, lha quis dar. No entanto essa importância equivale, em ordem de grandeza, à que costumo dar ao acto de me sentar, de me levantar ou de me deitar. 

Como sabem, costumo partilhar as minhas entradas de blogue em determinados grupos de Facebook. Tenho o cuidado de não misturar as estações. Se falo de bola, partilho em grupos virados ao tema, se falo de coisas genéricas partilho noutros espaços, se falo de gajas... Bom, aí já não partilho. Acho que entendem a ideia. Ontem partilhei um texto sobre um congresso de um determinado partido. Até aqui nada de anormal. O pessoal comentou, foi ironizando e isto é reciproco, porque eu também gosto de dar umas larachas em jeito de "põe lá mais uma acha na fogueira". O que eu não estava à espera era que um auto-proclamado provedor do espaço, qual Diácono Remédios, me chamasse à atenção para a impertinência das minhas palavras. Ora isto remete à primeira frase do texto que agora vos escrevo.

Quem me conhece até sabe que adoro uma boa "luta", mas como nem estava para ali virado, preferi "sorrir e acenar". Voltamos à tal importância que se dá às coisas: Gastei mais linhas com isso do que aquelas que deveria ter gasto, ou seja, gastei a mais cada frase, cada palavra e cada letra. Saltei fora.

Entretanto já voltei. Sou demasiado fácil, não é o que estão a pensar?...

Não. Eu volto sim, não para proporcionar qualquer espécie de momento TV nem porque tenha problemas de ego exacerbado. Não sou desses. Sou dos outros (mas congratulo-me que se preocupem em achar que me possa eu mesmo achar uma prima donna). Volto ao grupo porque falei com alguém que efectivamente o modera e que me fez, de alguma forma realizar, que "sorrir e acenar" pode-se fazer e ainda assim ir dizendo aquilo que me apetecer dizer, dentro da civilidade que dita o bom senso. Por isso vão ter que me ir gramando.

E podia dizer muito mais, mas vou ali e já venho...

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