20 de fevereiro de 2014

Coisas que me vêm à cabeça de madrugada




Desde já me retracto. Não me desapaixonei, mas a vontade que sempre tive em escrever hibernou. Há tanta coisa a acontecer, com voltas que atropelam outras, que não sou capaz sequer de pegar na caneta, como eu gosto, e riscar o meu caderno preto com arabescos que só eu entendo. Não estou aqui para arranjar desculpas, mas para dizer simplesmente que isso vai ter de esperar por melhores dias. Não se fala neste texto de percas de inspiração ou de algo do género. Ainda há pouco tempo disse que não acredito nisso da inspiração. Ou há trabalho ou não há nada.

Aos que têm torcido por mim nessa coisa da escrita, peço um pouco mais de paciência. Quero que saibam que não vou descansar enquanto não vir umas quantas letras minhas impressas. Quero igualmente que saibam que se tal nunca vier a acontecer que não será por culpa do escritor. Apenas da sua má escrita.


Mas até lá terei de dar uma folga ao intento. Tenho as mãos cheias com coisas que precisam de mais atenção por agora. E se não as mimo convenientemente corro o risco de as vir a perder e, por arrasto, perder-me a mim também.

2 comentários:

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