30 de dezembro de 2013

Mais um!

E é já daqui a dois dias.

E é sempre a somar. Por mim já tinha parado há muito com esta contagem, mas a data e os cabelos brancos fazem questão de mo lembrar. Isto de ir ficando mais velho afecta-me. E por mais consolo que tente arranjar junto dos que me são próximos e por mais adeptos que tente trazer para a minha causa não há mesmo volta a dar. Dizem eles que não existe forma de fazer parar o tempo, a não ser para o Manoel de Oliveira. Tento conformar-me, mas não consigo. Se estes gajos arranjam cura para tudo, porque não arranjam cura para isto?

Uns procuram incentivar-me com a ideia de que quanto mais velho melhor. Dizem-me que a idade traz experiência e conhecimento. OK, trará. Mas também traz artrites e artroses e Alzheimer e outras coisas ruins. Outros, mais terrenos e materialistas falam-me de prendas. Eu respondo: Quais? Isso também se perde com a idade! Curiosamente sobre isso tenho uma história aqui atravessada que hoje vou partilhar. Cá vai disto:

Trabalhei 8 anos numa empresa onde, maioritariamente, fui feliz e aprendi muito. Como acontece em muitos outros sítios, a malta não deixa passar em claro o aniversário das pessoas e realiza um peditório para se dar um presente ao visado que depois alguém se encarrega de comprar. No meu caso pessoal e logo desde o ano 1 ficou com essa tarefa alguém que me era mais próximo e assim permaneceu durante todos os outros aniversários que por lá comemorei. O lógico de ser alguém próximo a escolher uma prenda para outra é o conhecimento que se tem dessa outra. E se no primeiro ano se entende que não se conheça lá muito bem os gostos ou as tendências de alguém com quem se convive há meio ano, daí em diante já não se explica tão bem porque é que se continua a oferecer algo que não tem nada a ver com a pessoa. Ou então quer-se à viva força converter essa pessoa aos gostos de quem oferece, digo eu.

Já estou a gastar com este parágrafo mais do que o previsto no inicio, mas uma palavra leva a outra e se calhar precisava mesmo de purgar esta sensação amarga que carreguei comigo a cada aniversário passado. E por isso mesmo vou continuar. Pausa para o copo de água e seguindo:

Ora durante 6 anos recebi ofertas compradas numa conhecida marca de motivos náuticos. Quem me conhece sabe que eu não sou esse gajo. Aliás quem não me conhece, basta olhar para mim e facilmente chega também a essa conclusão. No ano 7, se calhar por dar menos trabalho, foi-me entregue o presente em dinheiro, que tratei de converter em algo de que realmente gostava e no 8º e último ano arranjou-se uma solução parecida, mas sob controlo da pessoa em questão não fosse eu fazer uma avaria qualquer.

Porque é que isto mexe tanto comigo? Respondo perguntando: Como é que alguém que trabalha contigo durante tanto tempo e numa colaboração tão estreita não te conhece minimamente? Ou ainda uma outra pergunta: Será que isso é revelador de falta de conhecimento ou falta de preocupação ou de esforço em realmente agradar? É que eu vi essa mesma pessoa perder bem mais tempo e ser bem mais cautelosa com pessoas que, à primeira vista, seriam bem mais afastadas do que eu. Ou então não e andei enganado.

Mas já chega disto que já me cheira a outra coisa. E se a mim me cansa a vocês pior ainda.

Comecei por vos dizer que envelhecer é tramado. E se calhar o que me saiu pela caneta (e de seguida passado a teclas), é um dos efeitos desse processo. A tal rabugice ou rezinguice, associadas aos pessoal mais velho.

Não devo voltar ao blogue no decorrer deste ano e por isso ficam aqui já os meus votos de boas entradas no ano de 2014. Até lá!


2 comentários:

  1. Quando não encaixamos na turma dos lambe-botas é normal essas atitudes acontecerem.
    Mas só tenho a dizer:
    " Acho muito legal quem se distingue da manada! Estilo é isso, né? "
    From USA

    ResponderEliminar

A bem da nação, o teu comentário fica a aguardar moderação do Lápis Azul.