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Habemus Papam

Ainda só leram o título e sei que já estão a dizer coisas tais como “se era para dizer banalidades, mais valia continuares caladinho”. Reconheço que este deve ser o cabeçalho mais batido do dia, mas se me derem o benefício da dúvida prometo que a coisa até é capaz de vir a melhorar. Não tenho memória de alguma vez já aqui ter dito que sou tão crente quanto um paralelo da calçada. Não que não tenha sofrido pressões várias por parte dos meus progenitores. Se calhar foi até a coacção paternal intensiva que me tornou neste vazio religioso. A única crença que mantenho acesa é aquela que tenho pelo filho de Deus, de seu nome Jesus… Jorge Jesus. Ainda assim tenho a curiosidade que está gravada no ADN de todo o ser humano. Para lá da curiosidade, nutro também interesse por este tipo de fenómenos de massas. Dou por mim a pensar sobre o que vai na cabeça de um homem que sai directamente do quase-anonimato para a posição de supremo dignatário de uma seita com biliões de seguidores. Não...

Tão ma oubir?

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Pedro, Aníbal, ponham os olhos neste rapaz e façam como ele. Ainda vão a tempo! Depois até podem ir estudar filosofia para Paris que por cá ninguém se vai ralar, ok?...

Hey Man! (leia-se amen em inglês, sff)

No fim-de-semana passado, por questões de ordem familiar, regressei ao contacto próximo com uma igreja, ou melhor, com uma celebração religiosa vulgarmente chamada de missa. Fi-lo por respeito aos meus familiares, presentes e não presentes, mas rapidamente me apercebi porque é que nunca fui rapaz assíduo neste tipo de actividades. Curiosamente até sou fã de arte sacra e dos próprios edifícios. Gosto de visitar igrejas e templos que tenham valor histórico. Se calhar isso é mais uma explicação a juntar a muitas outras. Hoje em dia as igrejas já não são o que eram. São, em grande maioria, derrames cerebrais de arquitectos aborrecidos com a vida. Deixando de parte as considerações arquitectónicas, concentremo-nos no que interessa. Ir a uma missa acaba até por ser um bom exercício de observação de massas. Estas questões da espiritualidade permitem um contacto com experiências de cidadania que não são fáceis de encontrar noutro lado. Bom. Ser, até são. Mas ali estão concentrados num úni...

SIC Notícias - Edição da Manhã

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Sou forçado a voltar ao tema da televisão. Logo depois de ter colocado aqui aquela entrada sobre os home videos iniciei a minha preparação para sair rumo ao meu local de trabalho. Enquanto isso liguei a TV para ver as notícias mais frescas do dia assim como o trânsito. Sintonizo a SIC notícias onde o meu amigo de há muito, João Moleira, conversava com o seu colega Joaquim Franco sobre as escolhas de imprensa deste último. O que é que me faz falar sobre isso aqui? A primeira das escolhas tinha que ver com questões levantadas por Bento XVI no seu último livro. Segundo diz, não haveriam animais no presépio original ao contrário daquilo que está mundialmente convencionado. Não li o livro nem tenciono fazê-lo. Não sou fã do género. Mas não sou mesquinho ao ponto de não acreditar no que este senhor diz. Todos sabemos que ele é o último contemporâneo vivo do presépio original. Mas Joaquim Franco focava-se mais na questão de que os nossos vizinhos ibéricos andarem todos malucos...

A luta

Estão abertos os trabalhos do 19º Congresso do Partido Comunista Português. Eram para aí umas 10:30 e eu tive a oportunidade de acompanhar, via radio, esse momento. Depois de dadas todas as explicações técnicas e orgânicas sobre o decurso dos trabalhos, chegou a hora de ouvir o camarada Jerónimo no discurso de abertura. Não sei se já repararam mas o Secretário-geral do PCP quando discursa tem uma cantilena muito parecida com a de um padre na hora do sermão. Se não soubesse que era ele a falar e se fosse 13 de Maio, até pensava que era homilia em dia de peregrinação a Fátima. Ora logo isto dá uma caricatura bem gira: Igreja/ comunismo. Enfim. Sei que, como é hábito do partido, esta é uma jornada muito concorrida e plena de delegados que vêm de todos os cantos do país e até do mundo. Sei igualmente que o ar à volta do pavilhão do Laranjeiro está altamente comprometido, tal é o cheiro combinado de mofo com naftalina, típico dos dias de congresso. Eram só estes dois apontamentos...