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Palavreando

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Numa análise muito primária à Tag Cloud deste blogue, chego à conclusão que se fala muito aqui de politica , seguido de perto pelo futebol . Estranhamente uma das tags mais acesas diz "sporting". Igualmente estranho é que a palavra "cerveja" tenha tão pouca relevância no meu discurso. Mas o que me está verdadeiramente a preocupar é que  "gajas" esteja tão apagada como, por exemplo, "pcp" ou "cavaco" . Será que de repente descubro que sou gay? Ou será que sou, para lá disso, um gay capitalista de esquerda? Se calhar é melhor parar com o cruzamento de informação não vá eu descobrir que sou também sportinguista! P.S.: Aceito sugestões para por a cena das gajas a mexer... E cerveja.

A luta

Estão abertos os trabalhos do 19º Congresso do Partido Comunista Português. Eram para aí umas 10:30 e eu tive a oportunidade de acompanhar, via radio, esse momento. Depois de dadas todas as explicações técnicas e orgânicas sobre o decurso dos trabalhos, chegou a hora de ouvir o camarada Jerónimo no discurso de abertura. Não sei se já repararam mas o Secretário-geral do PCP quando discursa tem uma cantilena muito parecida com a de um padre na hora do sermão. Se não soubesse que era ele a falar e se fosse 13 de Maio, até pensava que era homilia em dia de peregrinação a Fátima. Ora logo isto dá uma caricatura bem gira: Igreja/ comunismo. Enfim. Sei que, como é hábito do partido, esta é uma jornada muito concorrida e plena de delegados que vêm de todos os cantos do país e até do mundo. Sei igualmente que o ar à volta do pavilhão do Laranjeiro está altamente comprometido, tal é o cheiro combinado de mofo com naftalina, típico dos dias de congresso. Eram só estes dois apontamentos...

Dear Jerónimo

O meu caro amigo insiste em querer dar-me razão. E devo dizer-lhe que não fico nada contente em ficar por cima naquilo a que chamo de razão. No mês passado escrevi aqui sobre a minha frustração com esta forma caduca de fazer política por parte da esquerda, como se ainda vivêssemos em plena revolução bolchevique e etc. e tal. Hoje fico a saber que a bancada parlamentar afecta ao seu partido votou contra o voto de pesar pelo falecimento do malogrado ex-presidente checo, Vaclav Havel. Segundo li, o senhor ter-se-á inclusive ausentado por altura da votação, voltando logo após. Desta vez até as ovelhas negras dos fumadores de brocas aplaudiram de pé, meu caro. Não estou assim tão familiarizado com a vida e obra deste senhor, mas sei o bastante para perceber que era uma pessoa de valores. Não vou aqui desenrolar a biografia de Vaclav Havel, mas digo que bastava o que fez pela cultura do seu país e pela política desse mesmo país, para que fosse sujeito a uma merecida homenagem. Cl...

A Luta Continua Parte II

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Ponto prévio a esta entrada: Considero-me uma pessoa de esquerda. Nunca fui filiado em nenhuma estrutura partidária, nunca assumi um partido politico como sendo o meu, porque não considero as filiações como forma saudável de estar em sociedade, e até já votei e apoiei ideias mais à direita. Contudo, repito, que sou de esquerda. Como não há nada mais onde consiga encontrar explicação, presumo que serei de esquerda pelo simples facto de ser canhoto. Confessado que está, é hora de fazer aquilo que o ministro da propaganda do anterior governos mais gostava, mas ao contrário: Vamos lá malhar na esquerda. Começo a ficar irritado com a constante fuga para a retaguarda da barricada que os partidos de esquerda (onde não incluo o Partido Socialista, por ser de direita), teimam em usar como arma de luta. É muito bonito e quase poético falar da classe operária e etc e tal, como se ainda todos andássemos de fato-macaco e ferro de soldar em punho. Dá ideia que alguém parou no tempo e não ter...