Hoje vou contar-vos uma história. Será a história de um velho amigo a quem vou tratar ficticiamente por Chico. O meu amigo Chico era um tipo de postura e aparência tímida. Dotado de alguma inteligência, o Chico era um proeminente estudante e augurava-se nada menos que um futuro brilhante, numa área ligada às ciências. Chico trabalhava para pagar os estudos. Nada de anormal e até bastante nobre. O trabalhito nem era mal pago, tendo em conta a baixa complexidade da função e, graças à sua astúcia, descobriu ali, naquela actividade paralela ao estudo, a verdadeira, e talvez única, vocação. A sua atenção foi pois desviada do tal futuro promissor e optou pela via do dinheiro fácil. Como diz o povo “em terra de cego, quem tem olho é rei” e é por essa máxima que resolve pautar os anos seguintes da sua vida. Monta então um personagem frágil, de sexualidade duvidosa e a estas premissas alia o bom porreirismo. Tudo lhe corre como esperado. Progride em alta velocidade na carreira e o...