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Crime scene

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Esta madrugada voltou a acontecer o que eu temia. Lembram-se de quando eu falei sobre o sistema comunitário em que vivo? Certamente terão lido que procuramos não fazer mal a nenhum ser vivo (caso esse ser vivo não seja portista, claro). Durante a noite o sangue voltou a jorrar lá por casa e por culpa do mesmo elemento da família. Sim, a gata. E sim, a vitima volta a ser uma borboleta. Estamos desolados e aproveito para endereçar, por esta via, os meus sentidos pêsames aos 258.587 parentes mais chegados. Não só nos choca a reincidência do felino no crime, mesmo após a longa conversa que tivéramos, como os danos colaterais que esse crime provocou. Desde cabeçadas nas portas todas, deixando um rasto de destruição, passando pelas unhadas pela parede e terminando nas unhadas na minha cabeça, o horror andou à solta na madrugada de 03/01/2013. Não sei se alguma vez a vida voltará à normalidade lá por casa. As marcas deixadas por este Dexter de quatro patas e muito pêlo sã...

Um ano

Não estou em contagem rigorosa, porque o tempo nunca foi para mim uma ciência exacta. Sabes bem que sou péssimo nessa particularidade de marcar as coisas com datas. Curiosamente, na hora zero desta contagem, parece que fiquei mais consciente de que esse facto não é uma característica, mas sim uma lacuna. As coisas que acontecem em um ano. E logo ali mesmo, no princípio desse ano, o Natal deixou de ter a mesma cor. A passagem do ano também. Mas o tempo não se compadece e vai seguindo. Não pára. E as coisas vão acontecendo como se nada fosse. Vou-te contando em tempo real as que mais marcaram a vida de todos, mas falta sempre algo. A mãe surpreendeu-me. De repente o gelo não estava lá mais e a dor, mais abafada hoje, mas sempre presente, deu lugar a uma necessidade de exteriorizar momentos e memórias. No tal tempo que não pára houve lugar para uma operação de remoção do apêndice ao João. Fez dele mais homem, porque homem que é homem tem que passar por algumas contrariedades, c...

Regional Geographic

Cá por casa gostamos de viver em comunidade. Na verdade vivemos numa espécie de Kibutz onde só falta a minha irmã do meio. E somos uma franja da sociedade bastante integrante onde para além do rei dos animais, o homem, fazemos vida com várias outras espécies. Temos cães, gatos, pássaros, tartarugas, galinhas, formigas, vespas, moscas e mosquitos. Não tem havido problemas. Até hoje. O membro mais recente da família é uma felina, de seu nome Jessie. Uma gata cinzenta, toda gira, que gosta de estar na dela e não faz mal a uma mosca, já que foi alertada para o nosso sistema comunitário. Apenas por uma vez atacou uma borboleta quando ainda se estava a habituar às novas regras. Apesar de já termos felinos, nunca foram animais exclusivos de casa. Eram (e são) altamente independentes e na maior parte dos casos só regressam à base para se alimentarem. É assim como o governo que só se lembra de nós na hora de comer. A Jessie é pois o primeiro membro em regime de internato full-time . Só...

Going North

Finalmente tive pachorra para aguardar o tempo que este video demora a carregar. É de minha autoria e retrata uma visita à Noruega que eu, o meu filho e a minha sobrinha mais nova fizemos para acompanhar a Confirmação da minha filha. Um dia explico-vos o que é. (Para conseguir carregar o video tive que fazer uma redução enorme da resolução. O original está em HD)