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Estórias da radio

Sou um consumidor feroz da TSF . Oiço em directo, oiço em diferido (via podcasts), leio online. É a rádio que me mantém informado sobre o que me interessa e que me apresenta conteúdos que me agradam. Posso dizer-vos que é graças a ela que sou poupado ao sensacionalismo, à auto destruição e ao negativismo, transversais aos telejornais de todas as televisões generalistas nacionais. Ela filtra a minha informação e com isso evito ver o que não quero. Hoje, no meu trajecto até ao trabalho, estava no ar a edição do Livro do Dia , do Carlos Vaz Marques de quem sou fã desde antes (muito antes), do Governo Sombra , agora na moda por causa do formato televisivo. Bem antes disso, já o Pessoal e Transmissível , me tinha apresentado o jornalista. O livro de hoje, da editora A Esfera do Livros , tem por título, Grandes Naufrágios Portugueses , deixou-me imediatamente apreensivo. Porquê? Então não leram o que escrevi algumas linhas atrás? Não vos disse eu que não tenho grande pachorra para hi...

A luta

Estão abertos os trabalhos do 19º Congresso do Partido Comunista Português. Eram para aí umas 10:30 e eu tive a oportunidade de acompanhar, via radio, esse momento. Depois de dadas todas as explicações técnicas e orgânicas sobre o decurso dos trabalhos, chegou a hora de ouvir o camarada Jerónimo no discurso de abertura. Não sei se já repararam mas o Secretário-geral do PCP quando discursa tem uma cantilena muito parecida com a de um padre na hora do sermão. Se não soubesse que era ele a falar e se fosse 13 de Maio, até pensava que era homilia em dia de peregrinação a Fátima. Ora logo isto dá uma caricatura bem gira: Igreja/ comunismo. Enfim. Sei que, como é hábito do partido, esta é uma jornada muito concorrida e plena de delegados que vêm de todos os cantos do país e até do mundo. Sei igualmente que o ar à volta do pavilhão do Laranjeiro está altamente comprometido, tal é o cheiro combinado de mofo com naftalina, típico dos dias de congresso. Eram só estes dois apontamentos...

Porno-Chachada

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Posso dizer mais uma coisa? Desde o noticiário de ontem, às 20:00, da TSF, que ando a ruminar sobre algo que por lá ouvi. A propósito de determinadas medidas propostas no Orçamento de Estado para 2013, João Proença, Secretário-Geral da UGT, foi entrevistado em directo. Eu fiquei pasmo com o que ele disse. O senhor quase foi tentado a responder “sim”, quando lhe foi perguntado se ele se considerava pai da ideia da diluição de um dos subsídios no vencimento mensal. Não o disse com aquelas três letras, mas mostrou-se altamente satisfeito por ajudar na construção de uma medida que não fará perder poder de compra aos contribuintes. Um mimo. Este tipo de afirmações na boca de um sindicalista de topo é tão hard-core como um filme porno da Ginger Lynn. Isso a juntar ao facto de que assinou o pacto de consertação social em vigor, ao lado dos restantes parceiros (a outra central sindical nacional negou-se mesmo a fazer parte dessa negociação), com todas as implicâncias negativas que ...