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O emplastro

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Hoje estou com alguma comichão nas falanges. E não querendo falar do happening do dia, porque a gordura provoca colesterol, volto-me um pouco para a esquerda. Dizem que ontem terminou um ciclo de Bloco de Esquerda. Exit Louçã. Enter Catarina & Semedo . A já famosa liderança bicéfala. Descobri uma imagem muito feliz (parabéns ao autor), e espero que não se importe que a utilize. É esta: Mas eu sinceramente desconfio desta bicefalia. Por esse motivo arrisco aqui alguns dotes de edição manhosa de imagem, que fui adquirindo, para vos dar a minha visão pessoal da nova liderança do Bloco. Digamos que até aqui me falta a originalidade. O pioneirismo da ideia recai todo em Paulo Futre, que um dia criou o conceito de vinte e dois mais um, rapidamente transformado e replicado em qualquer coisa mais um. Esta é a minha:

Dear Jerónimo

O meu caro amigo insiste em querer dar-me razão. E devo dizer-lhe que não fico nada contente em ficar por cima naquilo a que chamo de razão. No mês passado escrevi aqui sobre a minha frustração com esta forma caduca de fazer política por parte da esquerda, como se ainda vivêssemos em plena revolução bolchevique e etc. e tal. Hoje fico a saber que a bancada parlamentar afecta ao seu partido votou contra o voto de pesar pelo falecimento do malogrado ex-presidente checo, Vaclav Havel. Segundo li, o senhor ter-se-á inclusive ausentado por altura da votação, voltando logo após. Desta vez até as ovelhas negras dos fumadores de brocas aplaudiram de pé, meu caro. Não estou assim tão familiarizado com a vida e obra deste senhor, mas sei o bastante para perceber que era uma pessoa de valores. Não vou aqui desenrolar a biografia de Vaclav Havel, mas digo que bastava o que fez pela cultura do seu país e pela política desse mesmo país, para que fosse sujeito a uma merecida homenagem. Cl...

A Luta Continua Parte II

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Ponto prévio a esta entrada: Considero-me uma pessoa de esquerda. Nunca fui filiado em nenhuma estrutura partidária, nunca assumi um partido politico como sendo o meu, porque não considero as filiações como forma saudável de estar em sociedade, e até já votei e apoiei ideias mais à direita. Contudo, repito, que sou de esquerda. Como não há nada mais onde consiga encontrar explicação, presumo que serei de esquerda pelo simples facto de ser canhoto. Confessado que está, é hora de fazer aquilo que o ministro da propaganda do anterior governos mais gostava, mas ao contrário: Vamos lá malhar na esquerda. Começo a ficar irritado com a constante fuga para a retaguarda da barricada que os partidos de esquerda (onde não incluo o Partido Socialista, por ser de direita), teimam em usar como arma de luta. É muito bonito e quase poético falar da classe operária e etc e tal, como se ainda todos andássemos de fato-macaco e ferro de soldar em punho. Dá ideia que alguém parou no tempo e não ter...